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Cautela internacional pressiona juros futuros, apesar de queda nos serviços
Tensões geopolíticas e alta do dólar mantêm pressão sobre as taxas de DI, mesmo com retração no setor de serviços em março.
Os juros futuros registraram alta em toda a curva na primeira hora de negócios desta sexta-feira (15), com destaque para os vencimentos médios e longos. O movimento reflete o clima de cautela no exterior, impulsionado pela valorização do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries, diante da ausência de acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o que eleva preocupações inflacionárias.
Além do cenário internacional, o dólar também avançava frente ao real. No ambiente doméstico, os riscos políticos relacionados ao escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusado de solicitar dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, permanecem no radar dos investidores.
Apesar da pressão nas taxas curtas, o resultado do setor de serviços divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em segundo plano. O volume de serviços prestados em março caiu 1,2%, resultado inferior ao piso das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast (-0,6%).
Às 9h15, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para 14,225%, ante 14,180% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançava para 14,080%, frente a 13,976%, enquanto o DI para janeiro de 2031 subia para 14,190%, ante 14,057% no ajuste de ontem.
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