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Flávio Bolsonaro rebate suspeitas sobre relação com Vorcaro e pede CPI do Master
Senador afirma que buscou investimento privado para filme de Jair Bolsonaro e nega favorecimento ao banqueiro investigado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nota nesta quinta-feira (14) e voltou a rebater suspeitas sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorre após reportagem revelar áudios de conversas entre ambos, nas quais o parlamentar solicita recursos para o financiamento do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Flávio, sua participação no projeto limitou-se à busca de investimentos privados para a produção do longa, realizada nos Estados Unidos, "sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato", afirmou. Ele ressaltou ainda que a própria Lei Rouanet não se aplica ao caso, pois não financia longas-metragens.
Em ocasiões anteriores, o senador havia negado contato pessoal com Vorcaro. No entanto, nesta quinta-feira, em entrevista à GloboNews, admitiu ter mentido sobre o relacionamento, justificando que uma cláusula de confidencialidade do financiamento o impedia de revelar detalhes.
Na nota, Flávio reforça que procurou Vorcaro na condição de filho em busca de patrocínio para uma obra cultural em homenagem ao pai. Ele nega doação, empréstimo, favorecimento político ou qualquer contrapartida para obtenção dos recursos. O senador afirma que o empresário realizou um investimento formal, com expectativa de retorno financeiro conforme o desempenho comercial do filme, por meio de um fundo específico estruturado e fiscalizado nos Estados Unidos. Flávio também nega ter recebido qualquer valor diretamente.
O parlamentar alega que a aproximação com Vorcaro ocorreu em 2024, quando, segundo ele, não havia informações públicas sobre as acusações que hoje pesam sobre o banqueiro.
"À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos, programas de TV e iniciativas empresariais, inclusive evento empresarial em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação brasileiro, em maio de 2024, no qual foi apresentado ao mercado americano", diz a nota.
De acordo com Flávio, os aportes deixaram de ser feitos quando as denúncias vieram a público. Os áudios divulgados pelo The Intercept mostram conversas em que o senador cobra recursos de Vorcaro, datadas de setembro do ano passado.
Ao final da nota, Flávio Bolsonaro cobra a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master e exige transparência na apuração dos fatos envolvendo a instituição ligada a Vorcaro.
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