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Bolsas europeias fecham em alta; Milão atinge maior patamar desde 2000 com expectativa sobre encontro Trump-Xi
Índices avançam diante de otimismo sobre diálogo entre EUA e China, apesar de tensões geopolíticas e crise política no Reino Unido.
As bolsas da Europa encerraram o pregão desta quinta-feira, 14, em alta, ampliando os ganhos da sessão anterior e levando vários índices a níveis próximos de máximas históricas. O movimento ocorre enquanto investidores acompanham com expectativa o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. O mercado também monitora os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e a crise política no Reino Unido.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,36%, fechando a 10.362,80 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,31%, atingindo 24.452,62 pontos. O CAC 40, em Paris, registrou alta de 0,93%, a 8.082,27 pontos. O FTSE MIB, em Milão, destacou-se com alta de 1,15%, alcançando 50.050,27 pontos, superando a marca dos 50 mil pontos pela primeira vez desde o ano 2000 e encerrando no maior nível desde então. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,86%, a 17.806,00 pontos, enquanto o PSI 20, em Lisboa, subiu 0,57%, a 9.124,26 pontos. Os números são preliminares.
De acordo com comunicados oficiais, Trump e Xi concordaram em buscar um relacionamento de estabilidade estratégica, reduzindo tensões comerciais e geopolíticas. A cooperação inclui avanços em inteligência artificial (IA) e, segundo Trump, a China demonstrou interesse em colaborar para a estabilidade no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para o otimismo nos mercados.
Apesar do clima positivo, persistem incertezas após Israel reiterar sua disposição para agir contra o Irã. Internamente, a coalizão governista israelense enfrenta pressões por novas eleições, o que impactou o desempenho de empresas do setor de defesa: a alemã Rheinmetall subiu 2%, enquanto a britânica Rolls-Royce recuou 0,3%.
O impacto econômico do conflito segue no radar dos bancos centrais. O presidente do Banco Central da Letônia, Martins Kazaks, alertou que a inflação deve permanecer elevada por mais tempo, mesmo com uma resolução rápida da guerra, influenciando a política de juros do Banco Central Europeu (BCE).
No setor corporativo, a Burberry caiu 6% após divulgação de balanço, porém o setor de luxo europeu manteve desempenho positivo, com alta próxima a 1%.
No cenário político europeu, as atenções seguem voltadas para a crise no Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta nova onda de pressão após a saída do ministro da Saúde, Wes Streeting, que pode tentar destituí-lo do cargo.
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