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Doze países já solicitam auxílio de US$ 15 bilhões ao FMI em meio à crise de energia

FMI confirma pedidos de socorro financeiro diante do aumento dos preços da energia e incertezas econômicas globais

14/05/2026
Doze países já solicitam auxílio de US$ 15 bilhões ao FMI em meio à crise de energia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A diretora de Comunicações do Fundo Monetário Internacional (FMI), Julie Kozack, afirmou nesta quinta-feira, 14, que doze países já solicitaram auxílio financeiro ao órgão, totalizando valores a partir de US$ 15 bilhões. Kozack não revelou quais nações fizeram os pedidos, mas, segundo fonte da Reuters, autoridades do Iraque buscaram apoio do FMI devido ao impacto do conflito no Oriente Médio.

Durante coletiva de imprensa, Kozack destacou que diversos países procuram o Fundo em busca de orientação sobre política monetária diante do choque energético global. Ela reiterou as declarações da diretora-gerente, Kristalina Georgieva, de que a economia mundial caminha para um cenário adverso, projetado na Reunião de Primavera de abril, no qual o crescimento global pode cair para 2,5% este ano e a inflação subir para 5,4%.

Kozack explicou que, embora as expectativas de inflação de curto prazo tenham aumentado, as de médio prazo permanecem ancoradas, e as condições financeiras seguem acomodatícias. "A coordenação com o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia (AIE) continua para enfrentar a crise energética", acrescentou.

Questionada sobre a situação da Argentina, Kozack informou que o US$ 1 bilhão acordado na segunda revisão do programa no âmbito da Linha de Crédito Ampliada (EFF, na sigla em inglês) pode ser liberado ao país já na próxima semana. Em relação à Venezuela, ela afirmou que as discussões seguem em andamento, mas que até o momento não houve solicitação formal de acordo em nível técnico.

A diretora também comentou brevemente sobre a cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping: "Ações que permitam a redução das tensões comerciais são bem-vindas pelo FMI".