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Dólar oscila e fecha em queda, influenciado por cenário político e encontro entre Trump e Xi Jinping

Moeda americana chegou a ultrapassar R$ 5,02, mas recuou após movimentações políticas no Brasil e reunião de líderes globais na China.

14/05/2026
Dólar oscila e fecha em queda, influenciado por cenário político e encontro entre Trump e Xi Jinping
Dólar - Foto: Reprodução

O dólar transferido nesta quinta-feira, 14, em nível alto, acompanhando o movimento positivo dos mercados internacionais, chegando à máxima de R$ 5,0286. No entanto, a moeda americana passou a recuar frente ao real, atingindo um mínimo de R$ 4,97, enquanto os juros futuros também caíram, em sintonia com o comportamento do dólar e dos rendimentos dos Tesouros.

A volatilidade persiste em meio à atenção dos investidores aos desdobramentos políticos envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, além da prisão de Henrique Vorcaro na nova fase da Operação Compliance Zero.

No cenário internacional, o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, contribuiu para uma leve melhoria no apetite por risco. O barril de petróleo Brent permanece próximo de US$ 105, refletindo as tensões contínuas no Oriente Médio.

A Polícia Federal informou ao ministro do STF André Mendonça que Henrique Vorcaro continuou efetuando pagamentos aos milicianos mesmo após a prisão de seu filho, Daniel Vorcaro. Henrique foi preso nesta quinta-feira durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um grupo com ligações com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, funcionário contratado por Vorcaro para ameaçar adversários e jornalistas, invadiu sistemas de órgãos de investigação, entre outras ações.

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego registrou aumento significativo em 15 das 27 unidades da federação no primeiro trimestre de 2026.

Levantamento do Ibre/FGV aponta que 70,8% dos trabalhadores conseguiram pagar as despesas essenciais — como moradia, educação, alimentação e saúde — nos últimos três meses com a renda obtida.

Durante visita à China, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, concordaram que o Irã não deve possuir armas nucleares, segundo comunicado da Casa Branca após reunião em Pequim. Ambos também defenderam a manutenção do Estreito de Ormuz aberto para garantir o fluxo global de energia.

O Nobel de Economia Paul Krugman afirmou que a China vê Trump como um “acelerador da decadência americana” e classificou a viagem do presidente a Pequim como a de um “suplicante” em busca de concessões de Xi Jinping, diante das recentes dificuldades internacionais.