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Como empresas petrolíferas ampliam lucros em meio ao conflito no Oriente Médio

Gigantes do setor registram alta expressiva nos ganhos enquanto tensões geopolíticas impulsionam resultados, especialmente na Europa.

14/05/2026
Como empresas petrolíferas ampliam lucros em meio ao conflito no Oriente Médio
Grandes petrolíferas ampliam lucros em meio ao conflito no Oriente Médio e instabilidade global. - Foto: © AP Photo / Gregory Bull

As 14 maiores empresas petrolíferas do mundo registraram um lucro líquido combinado de US$ 86 bilhões (cerca de R$ 430,48 bilhões) no primeiro trimestre do ano, representando um aumento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados compilados por veículos especializados em economia e finanças.

As companhias europeias tiveram desempenho superior ao das norte-americanas, que viram seus lucros diminuíram no mesmo intervalo.

Especialistas do setor apontam que essa diferença decorre, em parte, dos diferentes modelos de negócios das petrolíferas. Enquanto as norte-americanas focam majoritariamente na exploração e remoção, as europeias se destacam nas áreas de refino e distribuição.

No cenário global, as 14 maiores petrolíferas tiveram um crescimento de 12% no faturamento, alcançando US$ 771,5 bilhões (aproximadamente R$ 3,87 trilhões).

Entre os destaques, a Aramco, da Arábia Saudita, registrou lucros robustos mesmo diante das instabilidades do mercado de energia. A empresa respondeu por 40% do lucro total do setor, com ganhos de US$ 32,6 bilhões (cerca de R$ 162,8 bilhões), um aumento de 25% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

A Aramco, responsável por 60% da receita nacional saudita, informou em relatório que conseguiu contornar as restrições de trânsito no estreito de Ormuz por meio de rotas alternativas, o que contribuiu para os seus “resultados expressivos”.

Outras gigantes europeias também tiveram resultados positivos: a Shell lucrou US$ 5,7 bilhões (mais de R$ 28,52 bilhões), um aumento de 19%, enquanto a TotalEnergies alcançou US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 29,11 bilhões), um salto de 50%. A Equinor, por sua vez, somou US$ 3,1 bilhões (aproximadamente R$ 15,56 bilhões), crescimento de 18%.

No caso da BP, o avanço foi ainda mais expressivo: a petrolífera britânica reportou lucros de US$ 3,8 bilhões (mais de R$ 19,24 bilhões), um aumento de 459%.

Em contrapartida, as petrolíferas norte-americanas enfrentaram retração nos lucros no trimestre. A Chevron, por exemplo, registrou US$ 2,2 bilhões, queda de 37% em relação aos três primeiros meses de 2025. Já a ConocoPhillips teve aumento de 23%, totalizando US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,94 bilhões).

Os analistas alertam, porém, que a sustentação desses resultados positivos pode ser comprometida caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.

Por Sputinik Brasil