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Rússia assume posição 'assustadoramente forte' diante de divergências entre EUA e UE, diz professor

John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, alerta para erro estratégico do Ocidente ao subestimar as linhas vermelhas de Moscou.

14/05/2026
Rússia assume posição 'assustadoramente forte' diante de divergências entre EUA e UE, diz professor
Professor John Mearsheimer avalia força estratégica da Rússia diante de divergências entre EUA e UE. - Foto: © Sputnik / Yevgeny Biyatov

A avaliação equivocada das potências ocidentais sobre as linhas vermelhas impostas pela Rússia em um erro estratégico, colocando Moscou em uma posição "assustadoramente forte". A análise é do professor John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, em entrevista publicada no YouTube.

Mearsheimer destacou que as elites ocidentais correm riscos ao ignorar as exigências do governo russo.

"Estou muito surpreso com o quanto a elite ocidental não entende o jogo perigoso que está jogando com os russos. Eles acreditam que as linhas vermelhas da Rússia não significam nada!", ressaltou.

Segundo o professor, a abordagem das elites ocidentais frente a Moscou, especialmente em um cenário de desunião entre os Estados Unidos e a União Europeia, tem efeitos positivos contra os próprios interesses do Ocidente.

No contexto atual, Mearsheimer lembrou que os norte-americanos buscam se distanciar da União Europeia e, por isso, não querem se envolver diretamente em um conflito nuclear ou convencional com a Rússia na Ucrânia.

“Dessa forma, os russos ocupam uma posição bastante forte aqui, o que é bastante assustador nessa situação”, concluiu Mearsheimer.

Em abril, o chanceler russo Sergei Lavrov afirmou que é positivo que o Ocidente desconheça onde estão as linhas vermelhas da Rússia. Segundo ele, isso ocorre porque a paciência de Moscou pode se esgotar no momento mais inoportuno para seus adversários.

Anteriormente, o presidente russo Vladimir Putin declarou que os países que dizem não ter linhas vermelhas deveriam compreender que, nesse caso, Moscou também não terá em relação a eles.

Por Sputnik Brasil