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Flávio Bolsonaro tenta distanciar imagem de Ciro Nogueira sem romper com União-PP
Após investigações da PF ligarem Ciro Nogueira ao caso Master, campanha bolsonarista busca preservar aliança com o centrão sem se comprometer com o escândalo.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) enfrentou um novo desafio em sua campanha após investigações da Polícia Federal (PF) envolverem o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira, com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo apuração do jornal O Globo, um chapa bolsonarista tenta se afastar de Ciro Nogueira, mas sem comprometer uma parceria estratégica com a federação União-PP, fundamental para o apoio do Centrão e para a manutenção de palácios estaduais.
De acordo com interlocutores, Flávio Bolsonaro deve procurar associar o escândalo do Mestre ao PT, evitando que o envolvimento de um aliado prejudique sua estratégia eleitoral. A PF aponta Ciro Nogueira como destinatário central de vantagens indevidas de Vorcaro e destaca que o senador teria atuado para favorecer os interesses do banqueiro, inclusive apresentando emenda com texto alterado pelo Banco Master.
No entorno de Flávio, a avaliação é de que não há espaço para movimentos bruscos neste momento. A orientação é adotar uma postura cautelosa e aguardar os desdobramentos das investigações da PF sobre o caso Master.
Poucas horas após a operação, Flávio Bolsonaro classificou as acusações contra Ciro Nogueira como “sepulturas” e defendeu uma apuração “com rigor e transparência”, além do respeito ao devido processo legal. O senador também elogiou o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), indicado por Jair Bolsonaro.
A nota divulgada por Flávio, contudo, não agradou parte dos integrantes do PP, que consideraram o tom mais duro do que o necessário. Já a equipe do candidato acredita que o PT tentará explorar o episódio, utilizando o termo "Bolso Master" para vincular a campanha de Flávio ao escândalo.
Para manter o apoio do Centrão sem desgaste político, uma das alternativas avaliadas pelo PL seria convidar o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para compor a chapa como vice-presidente. Na visão dos bolsonaristas, Zema teria um perfil para dialogar com o mercado e o agronegócio, sem ser afetado pelo caso Master.
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