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Justiça decreta nova prisão de dirigentes da UPBus em São Paulo
Dirigentes da empresa de transporte são acusados de lavagem de dinheiro e ligação com o PCC; operação investiga esquema criminoso.
O presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, foi preso novamente nesta segunda-feira (7), em São Paulo. Alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, Cunha estava em liberdade desde janeiro, após decisão judicial. Outro sócio da empresa também foi detido novamente.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP), ambos foram presos por envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Cunha já havia sido preso em julho de 2024 durante a Operação Fim da Linha, que apura a ligação de empresas de ônibus da capital paulista com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os dois investigados haviam deixado a prisão em janeiro, após a Justiça substituir a custódia preventiva por medidas cautelares. O Ministério Público recorreu da decisão e a Justiça decretou novamente a prisão de Cunha e do sócio da UPBus.
No início do ano, a prefeitura de São Paulo excluiu a UPBus do sistema municipal de transporte coletivo, conforme despacho publicado no Diário Oficial em fevereiro. O contrato de concessão foi transferido para a empresa Alfa RodoBus.
A operação
A Operação Fim da Linha foi deflagrada em 2024 para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos ilícitos da facção criminosa PCC. Os investigados utilizavam o serviço de transporte público por ônibus para ocultar a origem de capitais provenientes do tráfico de drogas, roubos e outros crimes.
No mesmo dia da operação, a prefeitura anunciou intervenção e assumiu a operação das linhas da UPBus, nomeando um interventor.
Segundo denúncia do Ministério Público, entre 2014 e 2024, um coordenador do tráfico do PCC e outro indivíduo injetaram mais de R$ 20 milhões, oriundos de atividades ilícitas, em uma cooperativa de transporte da zona leste, que posteriormente se tornou a UPBus. Isso permitiu a participação da empresa na licitação promovida pela prefeitura em 2015. Ambos, segundo o MP, integravam o quadro societário da UPBus.
A Agência Brasil não conseguiu contato com os advogados dos detidos.
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