Geral
CMN remaneja sublimites de operações de crédito e mantém valores dos Correios
Conselho Monetário Nacional ajusta distribuição de recursos para 2026, amplia crédito sem garantia da União e preserva limites dos Correios.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária nesta terça-feira (5), uma resolução que revisa os sublimites para a contratação de operações de crédito por órgãos e entidades do setor público para o exercício de 2026. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca ajustar a distribuição dos valores disponíveis, ampliando a capacidade de contratação de operações sem garantia da União para estados, Distrito Federal e municípios, sem alterar o limite global anual autorizado, que permanece em R$ 23,625 bilhões.
De acordo com a Fazenda, não houve alteração no sublimite destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios). Em fevereiro, o CMN já havia autorizado o governo federal a garantir operações de crédito de até R$ 8 bilhões para a estatal em 2024. No ano passado, o Tesouro Nacional também garantiu um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pelos Correios junto a um consórcio de bancos.
Os sublimites para órgãos e entidades dos estados, Distrito Federal e municípios com garantia da União (R$ 5 bilhões), e para órgãos e entidades da União (R$ 625 milhões), também permanecem inalterados.
A resolução aprovada remaneja recursos entre os diferentes sublimites de crédito com e sem garantia da União destinados aos entes subnacionais. Com a mudança, o sublimite para operações sem garantia da União destinadas aos entes da Federação foi ampliado em R$ 1 bilhão, passando de R$ 4 bilhões para R$ 5 bilhões, para atender à demanda por esse tipo de operação.
Os recursos necessários para essa ampliação foram remanejados dos seguintes sublimites:
- R$ 200 milhões do Novo PAC com garantia da União (reduzido de R$ 2 bilhões para R$ 1,8 bilhão);
- R$ 300 milhões do Novo PAC sem garantia da União (de R$ 2 bilhões para R$ 1,7 bilhão);
- R$ 500 milhões de Parcerias Público-Privadas (de R$ 2 bilhões para R$ 1,5 bilhão).
A nova resolução entra em vigor na data de sua publicação.
O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto ainda pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O colegiado reúne-se ordinariamente uma vez por mês, geralmente na última quinta-feira, mas pode convocar reuniões extraordinárias para tratar de temas urgentes.
Mais lidas
-
1ACIDENTE AÉREO
Vídeo mostra momento em que helicóptero atinge o solo no Recreio dos Bandeirantes
-
2RIO DE JANEIRO
Apagão deixa bairros da Grande Tijuca sem luz e afeta trânsito na Zona Norte do Rio
-
3OCORRÊNCIA
Acidente envolvendo carreta deixa duas vítimas fatais no trecho da Chã dos Costas
-
4DOCUMENTAÇÃO
Detran Alagoas é o primeiro do Brasil a ofertar carros automáticos gratuitos para exames práticos
-
5FÓRMULA 1
Kim Kardashian leva o estilo WAG à Fórmula 1: o que significa sigla associada à namorada de Lewis Hamilton