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Direita reúne poucas pessoas na Avenida Paulista em manifestação de 1º de maio
Evento organizado por grupos conservadores teve adesão muito abaixo do esperado e não contou com presença de lideranças políticas.
Grupos conservadores convocaram um ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), nesta sexta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador, mas a manifestação terminou com público muito inferior ao previsto pelos organizadores.
Os grupos Patriotas do QG, Voz da Nação e Marcha da Liberdade, responsáveis pela organização do evento, defendiam pautas como o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa era reunir cerca de 35 mil pessoas.
No entanto, apenas algumas dezenas de participantes compareceram ao local. A reportagem da Sputnik Brasil acompanhou o início do ato, marcado para a manhã.
Nenhum político de destaque esteve presente no evento. O próprio Flávio Bolsonaro não fez menção à manifestação em suas redes sociais. A convocação circulou principalmente por vídeos gerados com inteligência artificial, simulando falas de figuras como o senador Marcos do Val e a ex-deputada Carla Zambelli.
O grupo Patriotas do QG, administrado pelo corretor de imóveis Carlos Silva e com cerca de 4 mil seguidores no Instagram, havia reservado o espaço desde setembro de 2022, quase dois anos antes da data.
Seguindo o critério de ordem de chegada dos pedidos, a Polícia Militar negou o uso da Avenida Paulista às centrais sindicais, que tiveram de realocar seus atos para a Praça da República e a Praça Roosevelt. Tradicionalmente, a Avenida Paulista é palco de manifestações progressistas no Dia do Trabalhador.
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