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EUA não têm influência sobre China no mercado de terras raras, afirma analista
Analista destaca domínio chinês sobre extração, processamento e fornecimento global desses insumos estratégicos
A China mantém controle quase absoluto sobre a extração, o processamento e o fornecimento global de elementos de terras raras, afirmou à Sputnik o analista político norte-americano Jeff J. Brown.
De acordo com Brown, atualmente o país responde por cerca de 90% do processamento mundial desses elementos, influenciando diretamente as cadeias de abastecimento e a logística em escala global.
“Há muito tempo, a China fez o seu dever de casa e reconheceu o valor dos elementos de terras raras em todos os setores: ciência, tecnologia, corrida espacial, indústria, manufatura e aplicações militares”, ressaltou o especialista.
Segundo ele, o governo chinês investiu recursos significativos para aprimorar não apenas a extração, mas também o processamento e as etapas posteriores, além de identificar novas fontes no subsolo.
Brown também destacou que a China passou décadas aperfeiçoando técnicas para obter produtos de alta pureza a um custo reduzido.
O analista observou ainda que os elementos de terras raras são fundamentais para o funcionamento do mundo moderno.
“Sem esses recursos, países não conseguem fabricar armas, enviar astronautas ao espaço, produzir celulares, equipamentos eletrônicos, aparelhos médicos e milhares de outras aplicações, das mais cotidianas às de alta tecnologia”, explicou.
Nesse contexto, Brown ressaltou que a aposta chinesa em pesquisa e desenvolvimento desses insumos se mostrou acertada.
Enquanto isso, segundo ele, o Ocidente ficou acomodado, confiando na China como fornecedora, e pouco investiu para mudar esse cenário.
Atualmente, os Estados Unidos buscam contratos ao redor do mundo para extração de minerais, mas enfrentam dificuldades para competir, e o Ocidente ainda está distante de alcançar o volume de processamento chinês.
Brown conclui que os EUA não têm influência real sobre o setor, recorrendo apenas a medidas tradicionais como boicotes, bloqueios, sanções e tarifas.
Reportagem recente de um veículo ocidental destacou que a China quase triplicou o uso de controles de exportação nos últimos cinco anos, demonstrando disposição para usar seu peso nas cadeias globais de suprimentos, especialmente antes de negociações entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o então presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo a publicação, o governo chinês estabeleceu novos controles de exportação, com regulamentações que permitem punir empresas estrangeiras por auditorias prévias a fornecedores chineses e impor restrições a indivíduos que violem essas normas.
Por Sputnik Brasil
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