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União Europeia e OTAN planejam testar bloqueio marítimo no Báltico, alerta Rússia

Diplomata russo afirma que manobras visam prejudicar países considerados 'indesejáveis' e podem se expandir para outros oceanos.

01/05/2026
União Europeia e OTAN planejam testar bloqueio marítimo no Báltico, alerta Rússia
Navios militares no mar Báltico durante exercícios de bloqueio marítimo envolvendo UE e OTAN. - Foto: © AP Photo / RIA Novosti, Alexei Nikolsky, Presidential Press Service

Os países da União Europeia (UE) e da OTAN estariam planejando testar no mar Báltico mecanismos de bloqueio ao transporte marítimo, com o objetivo de prejudicar Estados considerados 'indesejáveis'. A afirmação foi feita pelo embaixador em missão especial da chancelaria da Rússia, Artyom Bulatov, em entrevista à Sputnik.

Segundo Bulatov, a análise das ações dos países ocidentais contra embarcações que atuam em benefício da Rússia indica que o propósito da UE e da OTAN vai além de obter vantagens econômicas ou se apropriar de propriedades de outros países. Para o diplomata, trata-se de um esforço para testar mecanismos unilaterais de controle e bloqueio da navegação internacional no Báltico, que futuramente poderiam ser aplicados em outros pontos estratégicos dos oceanos, visando prejudicar nações consideradas indesejáveis pelo bloco ocidental.

“É colocado o objetivo de testar os mecanismos unilaterais de controle e bloqueio da navegação internacional no mar Báltico, que poderiam ser posteriormente utilizados pela UE e pela OTAN em áreas estrategicamente importantes dos oceanos do mundo para prejudicar países 'indesejados'”, declarou Bulatov à agência.

O embaixador ressaltou ainda que essas ações do Ocidente servem de alerta para grande parte dos países do mundo. Ele informou que a Rússia já trabalha em parceria com outras nações para enfrentar essas tendências consideradas prejudiciais.

Anteriormente, o governo russo havia declarado que responderá, por todos os meios necessários, a qualquer tentativa de transformar o mar Báltico e outras regiões em 'águas internas' da OTAN.

Por Sputnik Brasil