Geral
Petrobras retoma produção de ureia na Araucária Nitrogenados após seis anos
Unidade no Paraná volta a operar e marca avanço da estatal no setor de fertilizantes, com investimentos e geração de empregos.
A Petrobras anunciou que iniciou, na quinta-feira (30), a produção de uréia na Araucária Nitrogenados SA (Ansa), em Araucária (PR), marcando a retomada das operações da unidade após seis anos de inatividade. A reativação faz parte da estratégia da companhia para fortalecer sua presença no segmento de fertilizantes.
De acordo com a Petrobras, a reativação da Ansa exigiu investimentos de R$ 870 milhões. Desde o anúncio da retomada, em 2024, a fábrica passou por um extenso ciclo de preparação, incluindo manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais, recomposição de equipes e contratação de serviços especializados.
A volta da Ansa soma-se à reabertura das unidades Fafen-SE, em Sergipe, prevista para dezembro de 2025, e Fafen-BA, na Bahia, programada para janeiro de 2026. Com a produção combinada das três fábricas, a estimativa estatal atingir cerca de 20% do mercado interno de uréia.
A empresa também informou avanços na conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). A previsão é que a planta entre em operação comercial em 2029, conforme anunciado no último dia 13.
Expansão da participação no mercado
“Com a UFN-III, a expectativa é de que a Petrobras passe a atender cerca de 35% do mercado nacional de uréia nos próximos anos”, destacou a companhia em nota. Segundo o estatal, o movimento visa reduzir a dependência externa e fortalecer a cadeia produtiva ligada ao agronegócio e à indústria nacional.
A Petrobras informou ainda que o processo de mobilização para a reativação da Ansa gerou mais de 2 mil empregos durante a fase de preparação. Na operação regular, a unidade mantém cerca de 700 postos de trabalho diretos.
Antes de iniciar a produção de ureia, a Ansa já havia marcos operacionais, como a produção de ARLA 32 — insumo utilizado no controle de emissões de veículos a diesel — por meio de contrato de industrialização. A fábrica também já havia produzindo amônia.
“Com as Fafens e, agora, a Ansa em pleno funcionamento, reduzimos a dependência externa de uréia e fortalecemos a cadeia produtiva do agronegócio e da indústria nacional. O setor de fertilizantes é estratégico para a Petrobras, e estamos retomando investimentos com base em estudos de previsões técnicas e econômicas”, afirmou em nota o diretor de Processos Industriais da estatal, William França.
Localizada ao lado da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), na Região Metropolitana de Curitiba, a Ansa possui capacidade para produzir 720 mil toneladas de uréia por ano, o que representa cerca de 8% do mercado nacional, além de 475 mil toneladas anuais de amônia e 450 mil m³ por ano de ARLA 32, segundo dados da Petrobras.
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