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Ouro fecha em alta após três quedas, impulsionado por dólar fraco e tensão no Oriente Médio

Metal precioso avança 1,49% em Nova York diante de incertezas geopolíticas e manutenção dos juros pelo Fed

30/04/2026
Ouro fecha em alta após três quedas, impulsionado por dólar fraco e tensão no Oriente Médio
Barra de Ouro - Foto: Reprodução

O ouro encerrou a sessão desta quinta-feira (30) em alta, revertendo três dias consecutivos de quedas, em meio à intensificação das incertezas no Oriente Médio e à desvalorização do dólar. O movimento ocorre enquanto os investidores ainda repercutem a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros dos Estados Unidos inalterados.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho avançou 1,49% , fechando a US$ 4.629,6 por onça-troy. A prata também registrou ganhos expressivos, subindo 2,75% , para US$ 73.534.

O noticiário geopolítico permanece no centro das atenções, com novas escaladas de tensão na região. Segundo o Axios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber planos para uma ação militar contra o Irã. Trump teria solicitado ao Comando Central dos EUA (Centcom) o planejamento de ataques curtos e intensos contra alvos iranianos. Já a Euronews aponta que Israel também planeia retomar operações militares no Irão. Além das potenciais ameaças, Trump enviaria aliados a firmarem um novo acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

De acordo com a TD Securities, a fraqueza do dólar e sinais de possível intervenção cambial do Japão não estão impulsionando o ouro. No entanto, a instituição que avalia o metal ainda tem um gatilho de baixa mais próximo do que o de alta. Por sua vez, o MUFG destaca que o ouro foi beneficiado por um movimento de compra na baixa, já que esta foi a primeira sessão da semana com valorização.

Nesta quarta-feira (29), o Fed decidiu manter os juros obtidos na faixa entre 3,50% e 3,75% , conforme esperado pelo mercado. Os dirigentes enfatizaram as incertezas econômicas decorrentes do conflito no Oriente Médio e a inflação pressionada pelos altos preços da energia.

Com informações de Dow Jones Newswires