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Putin e Trump debatem crise na Ucrânia, Irã e ataques em ligação de 90 minutos

Presidentes discutem conflito ucraniano, tensões no Oriente Médio e atentado recente em conversa considerada "franca e profissional".

29/04/2026
Putin e Trump debatem crise na Ucrânia, Irã e ataques em ligação de 90 minutos
Putin e Trump discutem crise na Ucrânia e tensões globais em ligação de 90 minutos. - Foto: © Sputnik / Sergey Guneev

Em uma conversa de uma hora e meia realizada nesta quarta-feira (29), os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos abordaram questões delicadas como a crise no estreito de Ormuz, as ações da Ucrânia e a possibilidade de um acordo de paz. O diálogo foi descrito como "franco e profissional".

Ucrânia

Segundo Yuri Ushakov, assessor do presidente russo, "a pedido de Trump, Vladimir Putin descreveu a situação atual na linha de contato, onde nossas tropas mantêm a iniciativa estratégica e estão empurrando as posições do inimigo para trás".

Putin também informou Trump sobre a disposição da Rússia em declarar um cessar-fogo durante as próximas celebrações do Dia da Vitória, após o presidente dos EUA elogiar a recente trégua de Páscoa promovida por Moscou.

De acordo com Ushakov, Putin afirmou que Kiev "está recorrendo a métodos abertamente terroristas, atacando alvos claramente civis em território russo" e reiterou que "os objetivos da Operação Militar Especial serão alcançados de qualquer forma".

"É claro, preferiríamos que isso fosse resultado de um processo de negociação, para o qual [Vladimir] Zelensky deve responder positivamente às propostas bem conhecidas que foram apresentadas repetidamente, inclusive pelo lado norte-americano", acrescentou Ushakov.

O assessor ainda destacou que "tanto Vladimir Putin quanto Donald Trump expressaram avaliações essencialmente semelhantes sobre o comportamento do regime de Kiev, que, instigado e apoiado pelos europeus, está seguindo uma política de prolongamento do conflito".

Durante a conversa, Trump expressou esperança de que "um acordo que ponha fim ao conflito na Ucrânia esteja próximo".

Por Sputnik Brasil