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Demanda global por transporte aéreo de cargas recua 4,8% em março de 2026, aponta Iata

Queda é atribuída a conflitos no Oriente Médio e à desaceleração pós-Ano Novo Lunar; preços do combustível pressionam setor

29/04/2026
Demanda global por transporte aéreo de cargas recua 4,8% em março de 2026, aponta Iata
- Foto: Reprodução / internet

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) informou que a demanda global por carga aérea registrou queda de 4,8% em março de 2026, em comparação ao mesmo mês de 2025. Nas operações internacionais, o recuo foi ainda maior, atingindo 5,5%. O indicador utilizado é o de toneladas de carga transportadas por quilômetro (CTK, na sigla em inglês).

A capacidade global, medida em toneladas disponíveis por quilômetro (ACTK), também apresentou retração de 4,7% no período analisado. Nas operações internacionais, a redução foi de 6,8%.

Segundo a Iata, o desempenho negativo foi influenciado principalmente por interrupções severas em importantes centros do Golfo, decorrentes da guerra no Oriente Médio. Além disso, a tradicional desaceleração após o Ano Novo Lunar contribuiu para o declínio. “As tendências subjacentes de demanda, neste momento, permanecem sólidas e as recentes revisões da Organização Mundial do Comércio e do Fundo Monetário Internacional para as projeções de comércio e PIB continuam a indicar crescimento em 2026”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da Iata. O executivo ressaltou ainda que o transporte aéreo de cargas confere flexibilidade à cadeia global diante de desafios geopolíticos, tarifas e dificuldades operacionais.

A associação destaca que o contexto econômico global deve ser considerado. Conforme a Iata, a produção industrial mundial avançou 3,1% em fevereiro frente ao mesmo mês do ano anterior, enquanto o comércio global de bens cresceu 8,0% na mesma base de comparação.

O comunicado também aponta que os preços do querosene de aviação aumentaram 106,6% em março de 2026 em relação a março de 2025. Já o petróleo bruto subiu 43,1% e as margens de refino cresceram 320%. Para Walsh, a atenção do setor está voltada para o estoque e o preço dos combustíveis, fatores que, segundo ele, testarão a resiliência da indústria.

De acordo com a entidade, o índice de gerentes de compras (Purchasing Managers Index, PMI) ficou em 51,4 em março, enquanto o PMI de novos pedidos de exportação atingiu 50,1, ambos superando a marca dos 50 pontos.

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.