Geral
Bolsas europeias encerram em baixa diante de tensões geopolíticas e expectativa por decisão do Fed
Conflito entre EUA e Irã eleva preços do petróleo e aumenta cautela dos investidores; balanços e dados fracos também influenciam
As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, 29, pressionadas pela cautela dos investidores diante da piora no apetite por risco global. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo em alta e reacende temores inflacionários, contribuindo para o cenário negativo.
Apesar de balanços corporativos relevantes, o movimento não foi suficiente para reverter o viés de baixa, em um dia também marcado por indicadores econômicos fracos na zona do euro e pela expectativa em torno da decisão de juros do Federal Reserve (Fed), prevista para mais tarde. O mercado também aguarda anúncios do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE) na quinta-feira, 30.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,16%, aos 10.213,11 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,31%, para 23.943,74 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,39%, fechando em 8.072,13 pontos. O FTSE MIB, de Milão, recuou 0,51%, a 47.796,03 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, caiu 0,64%, para 17.661,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,60%, encerrando em 9.209,54 pontos. As cotações ainda são preliminares.
De acordo com a LPL Financial, o aperto na oferta física de petróleo pode estar sendo subestimado pelos investidores. Já para a Strategy Asset Managers, cotações acima de US$ 85 mantêm elevadas as expectativas de inflação e aumentam a volatilidade nos juros globais.
O índice de sentimento econômico da zona do euro caiu para 93 pontos em abril, abaixo do esperado, reforçando sinais de deterioração da confiança. Na Espanha, a inflação anual acelerou para 3,5% em abril, o maior nível desde junho de 2024, pressionada pelo aumento dos custos de energia.
Entre os destaques corporativos, a Adidas subiu cerca de 8% em Frankfurt após superar expectativas de vendas e lucro no primeiro trimestre. No setor bancário, o UBS avançou quase 3% em Zurique após resultado acima do consenso, enquanto o Santander teve alta de 1,2% em Madri, impulsionado por um forte desempenho e ganhos com venda de ativos. Na contramão, o Deutsche Bank recuou cerca de 1,9% mesmo com lucro recorde, devido a uma provisão maior que o esperado para perdas de crédito.
O novo salto nas cotações do petróleo, reflexo das tensões entre EUA e Irã, impulsionou o setor de energia, que registrou alta de 0,8%.
Com informações da Dow Jones Newswires
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