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Lula assina decreto de acordo entre Mercosul e União Europeia e destaca empenho latino-americano

Presidente ressalta desafios e avanços nas negociações do bloco com a UE e defende multilateralismo e biocombustíveis brasileiros.

Sputinik Brasil 28/04/2026
Lula assina decreto de acordo entre Mercosul e União Europeia e destaca empenho latino-americano
Lula assina decreto que oficializa acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. - Foto: © Júlio César Silva/MDIC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na tarde desta terça-feira (28), o decreto que promulga o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

Durante seu discurso, o chefe do Planalto enfatizou que o acordo foi resultado de muito esforço, destacando os desafios enfrentados pelo bloco latino-americano para negociar em igualdade com os europeus.

"Sabemos que nós temos dificuldade, porque, quando o acordo vem dos colonizadores para os colonizados, eles vêm com mais rapidez, mas quando os colonizados resolvem levantar a cabeça e dizer que eles têm direito, as coisas criam mais dificuldades, porque aí nós viramos competitivos com produtos que são produzidos em outros países."

Lula também salientou a importância do multilateralismo após a celebração do tratado entre latino-americanos e europeus, citando-o como resposta às tarifas impostas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Depois que o presidente Trump tomou as medidas que ele tomou praticando as taxações de forma unilateral contra o mundo inteiro, a resposta que a União Europeia e o Brasil deram ao mundo é de que não existe nada melhor do que a gente acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e na relação cordial entre as nações".

O presidente ainda relembrou momentos de sua viagem à Alemanha, destacando a defesa do biocombustível brasileiro como alternativa sustentável, e desafiou a União Europeia e montadoras como a Volkswagen a investirem no combustível nacional.

"O nosso biodiesel é 90% menos poluente do que o deles. Na média geral, nós somos 67% menos emissores de gases de efeito estufa do que eles. Ao invés deles fazerem o mix tecnológico, é melhor eles começarem a comprar o nosso biocombustível aqui e aí a gente vai gerar desenvolvimento aqui".