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Chefe da AIEA alerta que risco de catástrofe nuclear atinge níveis da Guerra Fria

Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, afirma que ameaça nuclear global é a maior desde o auge da Guerra Fria e pede reforço ao Tratado de Não Proliferação.

28/04/2026
Chefe da AIEA alerta que risco de catástrofe nuclear atinge níveis da Guerra Fria
Rafael Grossi, chefe da AIEA, alerta para aumento do risco nuclear global e reforça importância do TNP. - Foto: © AP Photo / Heinz-Peter Bader

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, alertou em sua conta na rede X que o risco de uma catástrofe nuclear mundial alcançou patamares semelhantes aos do auge da Guerra Fria. Grossi fez um apelo pelo fortalecimento do apoio ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e ao sistema internacional de garantias.

Segundo Grossi, o TNP existe há mais de cinco décadas e é o tratado mais amplamente reconhecido no mundo no campo da não proliferação nuclear.

"Este é um momento muito particular. O risco de catástrofe nuclear aumentou para níveis nunca vistos desde o auge da Guerra Fria. [...] No domínio nuclear de hoje, enfrentamos um impasse precário, com mais atores, mais riscos e menos clareza", declarou Grossi.

O chefe da AIEA destacou que o TNP é a ferramenta multilateral mais robusta para prevenir a proliferação de armas nucleares. Ele enfatizou que a missão da agência é garantir que o material nuclear não seja desviado de fins pacíficos para fins militares.

Grossi também chamou atenção para o fato de que conflitos armados voltaram a ocorrer tanto na Europa quanto no Oriente Médio, pressionando ainda mais os mecanismos multilaterais que sustentam a paz e a segurança globais.

O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares entrou em vigor em 1970 e atualmente conta com a participação de 191 Estados, incluindo as cinco potências nucleares: Rússia, Estados Unidos, China, França e Reino Unido.

Outro acordo relevante, o tratado russo-americano Novo START, que regulava os arsenais nucleares estratégicos de Rússia e Estados Unidos, expirou em 5 de fevereiro deste ano.

O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou disposição para que a Rússia siga as restrições do Novo START por mais um ano após o vencimento do tratado. No entanto, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Moscou ainda aguarda uma resposta dos Estados Unidos sobre a proposta.

Por Sputnik Brasil