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Chanceler de Israel afirma que país não busca controlar território libanês

Apesar de operações militares contra o Hezbollah, governo israelense nega intenção de anexar áreas no sul do Líbano

28/04/2026
Chanceler de Israel afirma que país não busca controlar território libanês
Gideon Saar

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou nesta terça-feira, 28, que o país não possui interesse em ocupar territórios no Líbano, mesmo diante das recentes operações militares contra o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã.

“Nossa presença nas áreas vizinhas à nossa fronteira norte tem apenas um propósito: proteger nossos cidadãos” , afirmou Saar durante coletiva de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores da Sérvia, Marko Djuric.

Israel e Hezbollah mantêm, em tese, um cessar-fogo iniciado em 17 de abril e prorrogado por mais três semanas, segundo o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na prática, porém, os confrontos continuam sendo registrados entre as partes.

De acordo com levantamento da Agence France-Presse, baseado em dados do Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 36 pessoas morreram em ataques israelenses desde o início da trégua.

Ataques recentes intensificam tensão

Nos últimos dias, o Exército de Israel ampliou as operações no sul do Líbano. Após o início do cessar-fogo, Israel anunciou a criação de uma “linha amarela”, uma faixa de território libanês de cerca de 10 quilômetros de largura ao longo da fronteira, onde tropas israelenses atuam atualmente.

Saar afirmou ainda que “em um cenário em que o Hezbollah e outras organizações terroristas, incluindo grupos palestinos, sejam desmantelados, Israel não precisará manter sua presença nessas áreas”.

Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, ataques aéreos israelenses atingiram os povoados de Chakra, Tebnine e Kafra, no sul do país, nesta terça-feira. Um ataque com drone teria ainda atingido uma motocicleta na aldeia de Mansouri.

O Exército de Israel orientou moradores de 16 povoados do sul do Líbano a se deslocarem para outras regiões, alegando que o Hezbollah utiliza essas comunidades para lançar ataques contra as tropas israelenses. (Com agências internacionais)