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Itamaraty confirma morte de família brasileira em ataque israelense no Líbano
Governo brasileiro condena ação militar e pede respeito ao cessar-fogo após morte de mãe e filha brasileiras e pai libanês. Outro filho segue hospitalizado.
O governo brasileiro confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma criança de 11 anos e de sua mãe, ambas brasileiras, além do pai, libanês, em decorrência de um ataque das Forças de Defesa de Israel no sul do Líbano.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o segundo filho do casal, também brasileiro, está hospitalizado e recebe acompanhamento.
De acordo com o Itamaraty, a família estava em casa, no distrito de Bint Jbeil, no momento do bombardeio.
Ao manifestar condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reiterou a "mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo", tanto por parte do governo de Israel quanto do grupo libanês Hezbollah.
Em nota, o ministério classificou o ataque como "exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)".
O governo brasileiro também condenou as demolições sistemáticas de residências e outras estruturas civis no sul do Líbano, realizadas recentemente pelas forças israelenses, e destacou a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.
A nota oficial pede o cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu o cessar-fogo após a guerra de 2006, e solicita a "imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês".
A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com os familiares dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, inclusive ao filho hospitalizado.
Israel anuncia novas ações no sul do Líbano
Mais cedo, o Exército de Israel anunciou novas operações contra supostas instalações do movimento xiita no sul do Líbano, mesmo durante o cessar-fogo temporário.
"As forças atacaram e neutralizaram os terroristas para eliminar a ameaça", informaram as Forças de Defesa de Israel, relatando ainda a morte de três supostos militantes e a destruição de um alegado quartel do grupo em Bint Jbeil.
O primeiro cessar-fogo entre as partes foi anunciado em 16 de maio. Desde então, diversas violações da trégua por parte de Israel foram registradas, levando o Hezbollah a retaliar. De acordo com autoridades libanesas, desde março a escalada de violência já deixou mais de 2,5 mil mortos.
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