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Assaí registra lucro líquido de R$ 86 milhões no 1º trimestre de 2026, queda de 46,7%
Desempenho foi impactado por efeitos tributários; lucro recorrente cresce 7% e receita líquida chega a R$ 18,6 bilhões.
O Assaí registrou lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 46,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo a companhia, o resultado foi impactado por efeitos relacionados a créditos tributários de PIS/Cofins. O lucro líquido recorrente, que desconsidera itens não recorrentes, avançou 7% em comparação ao 1º trimestre de 2025, atingindo R$ 174 milhões.
No período, o lucro líquido contábil inclui um impacto positivo de R$ 281 milhões referentes a novos créditos de PIS/Cofins.
A receita líquida somou R$ 18,6 bilhões, alta de 0,5% na base anual. O trimestre foi marcado por "deflação simultânea em commodities essenciais", como arroz, feijão, açúcar, leite e óleo de soja, o que impactou o desempenho das vendas. As vendas em mesmas lojas recuaram 0,9% no período.
"Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu recordes históricos. Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina", afirmou o presidente do Assaí, Belmiro Gomes.
De acordo com Gomes, o resultado reflete a gestão de preços, maturação das lojas, expansão dos serviços, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de participação de mercado.
O Ebitda ajustado totalizou R$ 1 bilhão no trimestre, avanço de 0,3% na comparação anual, com margem de 5,5%, estável em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem bruta atingiu 16,7%, alta de 0,3 ponto percentual, reflexo da maturação das lojas abertas nos últimos anos e avanços na gestão de preços.
As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 2,1 bilhões, alta de 2,7% na comparação anual, ficando abaixo da inflação do período.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 564 milhões, equivalente a 3% da receita líquida. Segundo o Assaí, esse desempenho reflete o aumento dos encargos sobre a dívida devido à elevação do CDI médio.
No encerramento do trimestre, a dívida líquida somava R$ 11,5 bilhões. A alavancagem caiu para 2,52 vezes, ante 3,15 vezes um ano antes, atingindo o menor patamar desde o quarto trimestre de 2021.
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