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Desenrola 2.0: ministro da Fazenda prevê até 90% de desconto para quitação de dívidas

Nova fase do programa Desenrola Brasil promete facilitar renegociação de dívidas com descontos expressivos e juros menores.

Com informações de Sputinik Brasil 27/04/2026
Desenrola 2.0: ministro da Fazenda prevê até 90% de desconto para quitação de dívidas
Governo lança Desenrola 2.0 com descontos de até 90% para renegociação de dívidas de brasileiros. - Foto: © Foto / Washington Costa / Ministério da Fazenda

O governo federal deve lançar, ainda nesta semana, o Desenrola 2.0, uma nova etapa do programa voltado para a renegociação de dívidas de brasileiros negativados, oferecendo descontos de até 90% e taxas de juros reduzidas.

Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o lançamento ocorre em um contexto de juros elevados no país, o que encarece o crédito e contribui para que muitas famílias entrem em um ciclo de endividamento.

"Você está falando de taxas de juros que variam de 6% a 10% ao mês. Então, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, no mês seguinte, ela possivelmente vai ser uma dívida de R$ 11 mil. No outro mês, uma dívida de R$ 12 mil e alguma coisa. Uma família brasileira que tem um salário médio, possivelmente não sai desse ciclo de atualização da sua dívida", explicou o ministro.

Entre os principais tipos de crédito contemplados pelo programa estão o crédito direto ao consumidor (CDC), o cartão de crédito e o cheque especial. O objetivo é reduzir o peso dessas dívidas para os brasileiros.

Segundo Durigan, os descontos podem chegar a 90%. "Com um desconto amplo, imagine que você tem uma dívida de R$ 10 mil, com juros mensais de 8% a 10%. Com o programa, essa dívida pode ser reduzida para cerca de R$ 1 mil, com taxas bem menores, permitindo que as famílias ganhem fôlego e consigam se reorganizar financeiramente", afirmou.

O ministro informou ainda que já houve diálogo com instituições financeiras e que há consenso técnico para encaminhar a proposta ao presidente Lula, com previsão de anúncio oficial até o dia 1º de maio.

De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,2%, o maior índice da série histórica. A taxa de inadimplência também subiu, chegando a 29,6%.