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Associação Brasil Parkinson pede mudança de paradigma no tratamento da doença no SUS

Previsão de dobrar o número de casos até 2060, entidade cobra do governo diagnóstico precoce e inclusão de terapias multidisciplinares no SUS

Assessoria 27/04/2026
Associação Brasil Parkinson pede mudança de paradigma no tratamento da doença no SUS
Dra. Erica Tardelli, presidente da ABP - Foto: Divulgação ABP

No mês de conscientização da Doença de Parkinson, a Associação Brasil Parkinson (ABP) divulga uma carta aberta à sociedade e aos gestores públicos. O documento denuncia o subdiagnóstico e a visão simplificada da doença — muitas vezes limitada ao tremor — que ignora sintomas silenciosos que surgem até uma década antes das manifestações motoras.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 500 mil diagnosticados, mas as projeções indicam um salto para mais de 1 milhão nas próximas décadas. "Não podemos mais aceitar um modelo de tratamento centrado exclusivamente na medicação, que muitas vezes falta nas prateleiras do SUS", afirma a Dra. Erica Tardelli, presidente da ABP.

O manifesto propõe três pilares urgentes: Capacitação na Atenção Primária, para reduzir o tempo entre os primeiros sinais e o diagnóstico definitivo; Cuidado Multiprofissional no SUS,  que garanta de acesso a fisioterapia especializada, fonoaudiologia e suporte psicológico como parte da terapia padrão; e Atualização do Protocolo de Medicamentos, para a incorporação de novas tecnologias (como o pramipexol para fases iniciais) e fim do desabastecimento crônico de drogas essenciais como a Levodopa.

“A ABP reforça que o Parkinson é a condição neurológica que mais cresce no mundo e que a inação do Estado hoje resultará em um colapso na qualidade de vida dos idosos e na sustentabilidade do sistema de saúde no futuro breve”, explica a presidente da entidade, Dra Erica Tardelli.

O envelhecimento da população brasileira é uma realidade demográfica. Se em 2010 apenas 10% dos brasileiros eram idosos, em 2026 esse número já atinge 15%, com projeção de 32% até 2060. Sem políticas públicas que incluam o cuidado integral, o custo social e econômico da dependência física será insustentável.

Leia a Carta Aberta da ABP

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