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Ouro fecha em baixa diante de tensões entre EUA e Irã e temor inflacionário

Estagnação nas negociações no Oriente Médio eleva preços do petróleo e reforça incertezas sobre inflação global.

27/04/2026
Ouro fecha em baixa diante de tensões entre EUA e Irã e temor inflacionário
Barra de Ouro - Foto: Reprodução

O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira (27) em queda, influenciado pela estagnação das negociações no Oriente Médio, que voltou a impulsionar os preços do petróleo e reacendeu preocupações com o cenário inflacionário e eventuais respostas da política monetária.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho recuou 1%, fechando a US$ 4.693,7 por onça-troy.

As expectativas por uma solução diplomática para o conflito foram frustradas após Estados Unidos e Irã não se encontrarem durante o fim de semana. Enquanto os iranianos mantiveram reuniões com o Paquistão e, nesta segunda, com a Rússia, os EUA optaram por cancelar o envio de seus negociadores à região.

Apesar disso, o Irã teria proposto o fim do bloqueio no Estreito de Ormuz, desde que seu programa nuclear fosse excluído das negociações. Segundo o Macquarie, essa sinalização restaurou alguma esperança no mercado. “O fato de ser o Irã a fazer a proposta sugere que a pressão do bloqueio econômico dos EUA está sendo sentida e que os EUA podem não precisar invocar novamente seu poder militar”, analisam especialistas do banco.

Para o MUFG, a interrupção contínua no Estreito — uma rota considerada “fundamental” para o comércio global de petróleo — tem sustentado o choque energético, reforçando expectativas de que os bancos centrais mantenham as taxas de juros elevadas por mais tempo, o que representa um entrave para o ouro, que não oferece rendimento. O Federal Reserve (Fed) se reúne ainda esta semana para definir os rumos da política monetária dos Estados Unidos, com expectativa, segundo o Macquarie, de manutenção das taxas.

Outro ponto observado de perto, de acordo com o MUFG, é a possível mudança na presidência do Fed. O atual presidente, Jerome Powell, encerra seu mandato em maio, e o indicado por Donald Trump, Kevin Warsh, deve assumir. Para o Goldman Sachs, porém, a troca de comando não deve provocar mudanças imediatas na condução da política monetária.

Com informações de Dow Jones Newswires