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Irã controla Estreito de Ormuz com lanchas enquanto EUA utilizam frota pesada, aponta jornal alemão

Estratégias distintas marcam disputa pela rota crucial para o comércio global de petróleo e gás

Sputnik Brasil 27/04/2026
Irã controla Estreito de Ormuz com lanchas enquanto EUA utilizam frota pesada, aponta jornal alemão
Lanchas iranianas patrulham o Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio mundial de petróleo. - Foto: © AP Photo / Técnico em Sistemas de Informação 1ª Classe Vincent Aguirre

Enquanto os Estados Unidos mobilizam grandes navios de guerra para patrulhar o Estreito de Ormuz, o Irã obtém o mesmo controle estratégico utilizando apenas uma frota de pequenas lanchas de alta velocidade, segundo reportagem de um jornal alemão.

De acordo com a questão, tanto o Irã quanto os EUA pretendem usar o bloqueio da rota marítima como instrumento de pressão e vantagem estratégica. No entanto, cada país adota métodos diferentes para exercer influência sobre o limite.

“Enquanto a Marinha dos EUA opera no golfe de Omã com grandes embarcações militares, o Irã defende seus interesses com uma frota de lanchas rápidas”, destaca a publicação.

Imagens de satélite revelaram um intenso movimento de barcos de patrulha iranianos na região. Em 22 de abril, por exemplo, foram identificadas cerca de 30 dessas embarcações em atividade. O número total de lanches empregados pelo Irã, no entanto, permanece desconhecido.

Fontes iranianas mencionadas pela reportagem afirmam que os barcos da classe Taregh são específicos para evitar detecção por radar e podem ser incluídos com missões de cruzeiro.

No meio de abril, a Marinha dos EUA iniciou o bloqueio de todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do Estreito de Ormuz, uma rota por onde passa aproximadamente 20% do petróleo global, além de derivados e gás natural liquefeito.

Anteriormente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que o Irã mantém o controle da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz e que os EUA não conseguem contestar esse, mesmo com a forte presença militar na região do Oriente Médio.