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Explosão em ônibus deixa ao menos dez mortos no sudoeste da Colômbia
Ataque ocorreu na Rodovia Panamericana, em Cajibío, e é atribuído a dissidentes das Farc. Outros atentados foram registrados na região.
Ao menos dez pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas após a explosão de um dispositivo em um ônibus, neste sábado, 25, no sudoeste da Colômbia. O governador de Cauca, Octavio Guzmán, informou no X que os artefatos foram detonados enquanto o veículo trafegava pela Rodovia Panamericana, em Cajibío.
Em coletiva de imprensa, o general Hugo López, comandante das Forças Armadas da Colômbia, classificou o episódio como um “ato terrorista” . Ele atribuiu o ataque aos aliados de “Iván Mordisco”, um dos criminosos mais procurados do país, e à facção Jaime Martínez.
Esses grupos são dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) extintas que atuam na região e não aderiram ao acordo de paz firmado em 2016.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou o atentado na publicação no X. "Aqueles que realizaram o ataque em Cajibío são terroristas, fascistas e traficantes de drogas. Quero os melhores soldados para enfrentá-los", escreveu.
Sequência de atentados
O atentado é o mais recente de uma série de ataques com explosivos e esforços para atingir infraestruturas públicas na região. Pelo menos 26 incidentes foram registrados nos últimos dois dias no sudoeste colombiano, afetando principalmente civis, segundo o general López.
Nos ataques anteriores, ninguém ficou ferido. Entre eles, estão um tiroteio contra uma delegacia de polícia na zona rural de Jamundí e um ataque a uma instalação de radar da Aviação Civil em El Tambo, onde três drones carregados de explosivos foram abatidos neste sábado.
Na sexta-feira, 24, dois veículos com explosivos foram detonados próximos a unidades militares em Cali e Palmira, resultando em danos materiais. “Esses criminosos procuram incutir medo, mas responderemos com firmeza”, declarou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, no X.
Eleições se aproximam em meio à tensão
A tensão aumentou na Colômbia com a proximidade das eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio. A segurança tornou-se tema central após o assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, baleado em junho de 2025.
O senador Iván Cepeda, aliado do presidente Petro, liderou as pesquisas, seguido pelos direitistas Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia. Todos dizendo ameaças de morte e contam com esquemas de segurança reforçados. (Com agências internacionais)
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