Geral
Negociações entre Irã e EUA fracassam e chanceler iraniano deixa o Paquistão
Encontro em Islamabad é cancelado após saída de Abbas Araghchi e recuo dos EUA; impasse agrava tensão no Oriente Médio
As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, previstas para este sábado (25) em Islamabad, no Paquistão, fracassaram antes mesmo de terem início. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi , deixou o país asiático, sinalizando o impasse diplomático. Em seguida, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que orientou seus navios a não embarcarem para Islamabad.
O encontro daria continuidade ao diálogo iniciado no começo do mês entre o vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf. A confiança entre os países foi abalada após os Estados Unidos bloquearem portos iranianos em resposta ao fechamento parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã.
Ao comentar a decisão, Trump declarou à Fox News: “Eles podem nos ligar a qualquer momento que quiserem.” A Casa Branca anunciou na sexta-feira que Steve Witkoff e Jared Kushner participariam das conversas. “Tempo demais desperdiçado com viagem, trabalho demais!”, escreveu Trump posteriormente em sua rede social Truth Social.
Segundo autoridades paquistanesas ouvidas pela Associated Press sob anonimato, Araghchi deixou Islamabad na noite de sábado, início da tarde no Brasil. "Compartilhei a posição do Irã sobre uma base de negociação viável para encerrar definitivamente a guerra. Ainda não vimos se os EUA estão realmente levando a sério a diplomacia", afirmou o chanceler iraniano em suas redes sociais.
Durante sua passagem pelo Paquistão, Araghchi reuniu-se com o chefe do Exército do país, o marechal de campo Asim Munir, e com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif, detalhando as "linhas vermelhas" do Irã para as negociações. O ministro afirmou que Teerã seguirá engajado em nossos esforços de mediação diplomática paquistanesa “até que se atinja um resultado”.
Apesar do cessar-fogo vigente, que interrompeu a maior parte dos confrontos, as consequências econômicas se agravaram. O fechamento do Estreito de Ormuz afetou o transporte de petróleo, gás natural liquefeito, fertilizantes e outros insumos essenciais à região.
Fonte: Associated Press.
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