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Governo iraniano impõe condições para encerrar guerra e rejeita diálogo direto com EUA
Teerã reforça postura de não negociar diretamente com americanos e entrega propostas via Paquistão, que atua como mediador.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado (25) com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, em Islamabad, para apresentar formalmente as condições de Teerã para o fim da guerra na região. O chanceler iraniano destacou, em comunicado no Telegram, que não haverá reuniões diretas com representantes dos Estados Unidos nesta etapa e que todas as observações e exigências do Irã serão encaminhadas exclusivamente ao governo paquistanês, que atua como mediador do diálogo.
Araghchi deve entregar uma resposta por escrito à proposta de paz dos Estados Unidos, enquanto a diplomacia iraniana em Islamabad já sinalizou, segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, que não aceitará "demandas maximalistas" nesta rodada de negociações.
A delegação norte-americana, liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, chega hoje à capital paquistanesa para receber os termos encaminhados pelo mediador. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baqaei, enfatizou nas redes sociais que "nenhum encontro está previsto entre representantes do Irã e dos EUA", desmentindo rumores sobre uma possível conversa presencial entre Araghchi e os enviados de Donald Trump. Pelo lado dos EUA, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que Teerã tem uma "janela aberta" para um acordo favorável, desde que comprove o abandono de seu programa nuclear de forma verificável.
Apesar do otimismo demonstrado publicamente pela Casa Branca, o clima interno em Washington é de cautela, evidenciado pela ausência do vice-presidente JD Vance nesta missão, o que confere caráter mais exploratório às conversas conduzidas por Kushner e Witkoff.
Araghchi aproveitou uma agenda em Islamabad para agradecer os esforços do governo paquistanês pela busca de um cessar-fogo e criticou o que classificou como agressões repetidas contra a soberania do Líbano e da Palestina. Após concluir esta fase de consultas no Paquistão, o chanceler iraniano seguirá para Omã e Moscou, dando continuidade à articulação diplomática.
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