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Europa perderá quase um terço do GNL russo a partir de abril em meio à crise energética

Nova proibição da União Europeia sobre contratos de curto prazo reduz significativamente as importações de gás natural liquefeito russo, intensificando os desafios energéticos do bloco.

25/04/2026
Europa perderá quase um terço do GNL russo a partir de abril em meio à crise energética
Navio-tanque transportando gás natural liquefeito russo para portos europeus em meio à nova restrição. - Foto: © Sputnik / Aleksei Vitvitsky / Acessar o banco de imagens

A Europa perderá quase um terço das importações de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia a partir deste sábado (25), quando entra em vigor a proibição de importação baseada em contratos de curto prazo. A informação foi confirmada à Sputnik por Ivan Timonin, gerente sênior da consultoria russa Implementa.

A medida ocorre em meio à crise energética agravada pelo conflito no Irã, que restringiu o uso do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o escoamento de petróleo e gás. Apenas em março, os preços dos combustíveis subiram, em média, 12,9% na Alemanha.

O Conselho da União Europeia aprovou, em janeiro, um regulamento para a eliminação gradual das importações de GNL e outros insumos energéticos russos, tanto via contratos quanto por gasoduto. A proibição para contratos de curto prazo entra em vigor neste sábado; para contratos de longo prazo, a restrição começa em 1º de janeiro de 2027.

A proibição do gás russo por gasoduto terá início em 17 de junho de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de novembro de 2027 para contratos de longo prazo.

"A estrutura do fornecimento de GNL russo à Europa é caracterizada pela predominância de contratos de longo prazo, que representam cerca de 70% dos volumes. Assim, a participação de contratos de curto prazo e spot é estimada em aproximadamente 30%. É justamente essa parcela que será afetada pelas restrições", explicou o especialista.

Até o final do ano passado, a Rússia era responsável por 13% do total das importações de GNL dos países da União Europeia.

"No momento, o gás russo ainda mantém presença relevante no mercado europeu, apesar da política contínua de redução da dependência", concluiu Timonin.

Por Sputnik Brasil