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Paolo Zampolli, conselheiro de Trump, faz declarações ofensivas sobre brasileiras
Em entrevista à TV italiana, aliado de Trump chama mulheres brasileiras de 'prostitutas' e 'raça maldita', gerando indignação e críticas.
O italiano Paolo Zampolli, amigo de Donald Trump e enviado especialmente para questões globais do governo dos Estados Unidos, gerou polêmica ao afirmar, em entrevista à emissora italiana RAI, que as mulheres brasileiras seriam "prostitutas" e pertencentes a uma "raça maldita". Zampolli também declarou que os brasileiros foram "programados para causar confusão". O aliado de Trump foi casado há cerca de 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos.
Um modelo foi deportado dos Estados Unidos em outubro do ano passado, após 23 anos no país, em uma ação do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE). Amanda afirma que a deportação foi influenciada por Zampolli, em meio a uma disputa judicial pela guarda do filho. Ela também acusa o ex-marido de violência doméstica e abuso sexual.
Durante uma entrevista à emissora italiana, Zampolli informou sua relação com Amanda Ungaro e afirmou: "As mulheres brasileiras causam confusão com todo o mundo, certo? Não é que essa foi a primeira".
Questionado pelo repórter se esse comportamento seria genético, Zampolli respondeu que as "mulheres brasileiras são programadas". O jornalista então perguntou: "Para extorquir?". Zampolli rebateu: "Não, para causar confusão".
Em outro trecho, o conselheiro de Trump fez declarações misóginas e xenofóbicas ao se referir a uma amiga de Amanda, identificada apenas como "Lídia": "É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca", afirmou.
A entrevista foi exibida pela emissora italiana no domingo, 19. Até o momento da publicação desta reportagem, nem a Casa Branca nem Paolo Zampolli tinham se manifestado sobre as declarações.
Relação com Epstein
Paolo Zampolli também foi citado diversas vezes nos arquivos do caso Epstein. Ele era presença frequente nas festas da alta sociedade nova-iorquina nos anos 1990 e chegou a negociar a compra de uma agência de modelos junto com Jeffrey Epstein.
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