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Sauditas buscam China, Paquistão e Turquia para segurança diante de incertezas com os EUA
Reino Saudita diversifica parcerias estratégicas e fortalece laços militares e tecnológicos com países asiáticos e Turquia, em resposta à instabilidade da política norte-americana.
A Arábia Saudita está revisando sua estratégia de segurança devido à percepção de instabilidade na política dos Estados Unidos e à priorização de interesses de Israel por parte de Washington, segundo afirmou à Sputnik o professor Mohsin Raza Khan, da O.P. Jindal Global University.
O especialista destacou ainda que as preocupações sauditas e do Conselho de Cooperação do Golfo têm sido secundarizadas, enquanto a China exerce papel indireto, porém fundamental, nesse novo arranjo, especialmente por meio de sua influência sobre o Paquistão.
De acordo com Khan, ao envolver o Paquistão, Riad terceiriza parte de sua segurança à China de maneira indireta, já que as capacidades paquistanesas em defesa aérea, guerra eletrônica e combate dependem amplamente de sistemas chineses.
A aproximação com Pequim e Islamabad é de natureza militar, política e econômica, ressaltou o professor. Essa triangulação entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, com o apoio indireto da China, estaria consolidando uma nova arquitetura de segurança no Golfo.
A Turquia, por sua vez, contribui com tecnologia de drones e capacidade naval, formando, junto às demais nações, um possível eixo de defesa regional.
O afastamento saudita dos Estados Unidos ocorre em um contexto mais amplo de crescente desconfiança após décadas de dependência, mas não significa um rompimento imediato com Washington, alerta o analista. O movimento reflete uma tendência global de multipolaridade nas relações internacionais.
A Arábia Saudita, segundo Khan, busca uma "diversificação pragmática de parcerias que lhe garanta maior liberdade de ação estratégica".
"Essa reorientação está alinhada ao avanço do BRICS e de outras plataformas multilaterais", observou o professor. A estratégia visa reduzir a vulnerabilidade do reino a pressões externas e contribuir para um novo equilíbrio de forças no Oriente Médio.
Na avaliação do especialista, a nova rede de alianças saudita baseia-se na interdependência tecnológica e na busca por autonomia estratégica, sinalizando a transição para uma ordem internacional mais equilibrada entre diferentes polos de poder.
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