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Ministros do Peru renunciam após adiamento de compra de caças F-16
Decisão do presidente interino de postergar acordo bilionário com os EUA gera instabilidade e provoca saída dos ministros da Defesa e das Relações Exteriores.
Os ministros da Defesa e das Relações Exteriores do Peru renunciaram nesta quarta-feira, 22, após o presidente interino anunciar que a decisão sobre o acordo de US$ 3,5 bilhões para a compra de caças F-16 dos Estados Unidos será adiada para o próximo chefe de Estado, a ser eleito no segundo turno das eleições presidenciais em junho.
Na semana passada, o presidente interino José María Balcázar declarou não possuir legitimidade, enquanto líder temporário, para assumir o compromisso de comprar 24 aeronaves fabricadas pela americana Lockheed Martin. Segundo ele, a decisão deve caber ao seu sucessor.
“Para nós, comprometer uma quantia tão grande de dinheiro com o governo entrante seria uma prática inadequada para um governo de transição”, afirmou Balcázar na ocasião.
O embaixador dos EUA, Bernie Navarro, reagiu ao anúncio alertando que, caso o Peru "negocie de má-fé" ou prejudique interesses americanos, poderá adotar medidas cabíveis, sem detalhar quais seriam essas ações.
Nesta quarta-feira, tanto o ministro da Defesa, Carlos Díaz, quanto o ministro das Relações Exteriores, Hugo de Zela, oficializaram suas renúncias.
Na carta de demissão obtida pela Associated Press, Díaz destacou que o adiamento da compra "poderia comprometer" os interesses do Peru. Em coletiva de imprensa, ambos os ministros relataram tentativas frustradas de convencer Balcázar a seguir com o negócio.
Díaz revelou que, mesmo sem a aprovação do presidente interino, funcionários do Ministério da Defesa assinaram o contrato para a aquisição das aeronaves na última segunda-feira, conforme estipulado no acordo.
Em entrevista a uma rádio local, Hugo de Zela acusou Balcázar de enganar o público sobre os termos do contrato. Díaz acrescentou que detalhes específicos do acordo permanecem sob sigilo devido à sua natureza confidencial.
Em 2024, o governo da então presidente Dina Boluarte anunciou a intenção de investir US$ 3,5 bilhões na compra de 24 caças. Além da Lockheed Martin, participaram da disputa a sueca Saab e a francesa Dassault Aviation.
Em fevereiro, o Congresso peruano elegeu Balcázar como oitavo presidente do país em dez anos, após a destituição de outro líder interino por denúncias de corrupção, apenas quatro meses após assumir o cargo.
O segundo turno das eleições presidenciais no Peru está marcado para 7 de junho, mesmo com a apuração dos votos ainda em andamento.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
Foto: https://depositphotos.com/
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