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EUA mantêm bloqueio naval contra o Irã e país aponta medida como principal entrave às negociações
Presidente iraniano critica postura dos EUA e diz que bloqueio dificulta avanços diplomáticos; Casa Branca mantém pressão.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (22) que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, somado a ameaças e violações de compromissos, é o principal obstáculo ao avanço das negociações entre os dois países.
Pezeshkian ressaltou que Teerã permanece aberto ao diálogo, mas acusou Washington de adotar uma postura contraditória. Em publicação nas redes sociais, o líder iraniano declarou que "má-fé, cerco e ameaças" inviabilizam negociações autênticas, observando ainda que a comunidade internacional percebe a diferença entre o discurso e as ações dos EUA.
Do lado norte-americano, a Casa Branca confirmou que o bloqueio naval contra o Irã segue em vigor, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que, embora os ataques militares tenham sido temporariamente suspensos, a chamada Operação Fúria Econômica permanece ativa, incluindo o bloqueio, considerado eficaz por Washington.
A escalada entre os países começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos iranianos, inclusive na capital Teerã, resultando em danos e vítimas civis. Em retaliação, o Irã lançou ataques contra território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
O conflito afetou diretamente o estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do golfo Pérsico. O tráfego na região foi praticamente paralisado, pressionando os preços internacionais dos combustíveis.
Em 7 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo inicial de duas semanas, posteriormente prorrogado pelos Estados Unidos. Apesar disso, negociações realizadas em Islamabad não avançaram, e ainda não há definição sobre um acordo definitivo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aguarda uma contraproposta iraniana e sinalizou que novas conversas podem ocorrer nas próximas 72 horas, sem, no entanto, estabelecer um prazo formal. Enquanto isso, o bloqueio e a pressão econômica seguem como pontos centrais da estratégia norte-americana.
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