Geral
Ibovespa recua e dólar mantém estabilidade em meio a tensões internacionais
Bolsa brasileira fecha em baixa, dólar segue estável e petróleo dispara com crise no Oriente Médio
Num dia marcado pela cautela nos mercados devido às tensões no Oriente Médio, o Ibovespa registrou queda superior a 1,5%, enquanto o dólar permaneceu praticamente estável, cotado abaixo de R$ 5. Investidores reagiram à realização de lucros — venda de ações para garantir ganhos recentes — e às incertezas geopolíticas, que também impulsionaram os preços do petróleo.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,65%, fechando aos 192.888 pontos, o menor patamar desde 8 de abril. Esse movimento reflete ajustes após altas recentes e uma reavaliação dos riscos por parte dos investidores.
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As ações de bancos e mineradoras, que têm grande peso no índice, lideraram as perdas e pressionaram o desempenho do mercado. Por outro lado, empresas do setor de energia ajudaram a limitar as baixas, acompanhando a valorização do petróleo no cenário internacional. Ainda assim, o saldo do dia foi negativo.
Dados recentes também apontam para uma redução na entrada de capital estrangeiro na bolsa, contribuindo para o enfraquecimento do índice.
Dólar estável
O dólar à vista encerrou o pregão praticamente estável, com leve recuo de 0,01%, cotado a R$ 4,974 — o menor valor desde 25 de março de 2024.
Apesar da estabilidade ao final do dia, a moeda americana oscilou ao longo do pregão, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas externas, especialmente relacionadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã.
No acumulado do ano, o dólar apresenta queda de 9,39% frente ao real, indicando a valorização da moeda brasileira diante do fluxo de capitais e da diferença de juros entre Brasil e o exterior.
Petróleo em alta
Os preços do petróleo dispararam e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio.
O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 3,5%, atingindo US$ 101,91. Já o WTI, do Texas, avançou 3,66%, para US$ 92,96.
A valorização foi motivada por incertezas quanto à continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, além de novos episódios no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Mesmo com a prorrogação do cessar-fogo anunciada pelo presidente Donald Trump, o cenário permanece instável, mantendo a pressão sobre os preços do petróleo.
* Com informações da Reuters
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