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Por que o estreito de Malaca pode se tornar o próximo ponto de estrangulamento global depois de Ormuz?

Estreito asiático é vital para o comércio global de petróleo e pode ser alvo de tensões geopolíticas, alerta assessor iraniano.

20/04/2026
Por que o estreito de Malaca pode se tornar o próximo ponto de estrangulamento global depois de Ormuz?
estreito de Malaca

O estreito de Malaca, localizado entre a Malásia, Singapura e Indonésia, pode se tornar o próximo ponto de estrangulamento crítico para o comércio marítimo global, após o estreito de Ormuz.

O alerta foi feito por Mojtaba Khamenei, assessor do líder supremo do Irã, ao mencionar uma possível "resposta em cadeia" em rotas marítimas estratégicas, destacando Malaca como um ponto sensível.

Com apenas 2,8 km em seu trecho mais estreito, o estreito de Malaca conecta o oceano Índico ao mar do Sul da China e, consequentemente, ao Pacífico. Por ele, transita cerca de 30% do comércio marítimo mundial e entre 23 milhões e 25 milhões de barris de petróleo diariamente — representando aproximadamente um terço de todo o comércio marítimo de petróleo do planeta.

A dependência é ainda maior para a China, que importa pelo estreito cerca de 80% de seu petróleo bruto — quase metade desse volume é absorvido pelo próprio país. Japão, Coreia do Sul, Taiwan e outras economias do Leste Asiático também dependem fortemente da passagem para importar petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do Oriente Médio.

Qualquer interrupção no estreito de Malaca obrigaria os navios a buscarem rotas alternativas, mais longas e dispendiosas, contornando a Indonésia. Isso resultaria em aumentos imediatos nos preços globais do petróleo, elevação dos custos de frete e impacto direto na cadeia de suprimentos, afetando especialmente a segurança energética da China.

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Por Sputnik Brasil