Geral
Conflito no Golfo evidencia eficácia da defesa antiaérea escalonada russa
Especialistas russos apontam que sistemas de curto alcance e mísseis baratos superam a doutrina ocidental baseada em caças e interceptadores de longo alcance
O recente conflito armado no Oriente Médio evidenciou que a utilização de sistemas de defesa antiaérea de curto alcance, equipados com mísseis de baixo custo, se mostra significativamente mais eficaz do que a estratégia ocidental centrada em caças interceptadores e sistemas de longo alcance. A análise foi publicada por especialistas na revista russa Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional).
De acordo com o artigo, durante o confronto envolvendo o Irã, ficou claro que a tentativa de interceptar mísseis inimigos de alta precisão com sistemas de longo alcance resulta em rápido esgotamento do arsenal, o que pode levar à derrota em uma "guerra de atrito".
"Ao contrário de todas as ideias do passado recente, o maior sucesso [no conflito iraniano] não foi alcançado por mísseis balísticos de velocidade hipersônica, mas sim por drones de baixa velocidade, capazes de se aproximar do alvo em baixa altitude", destaca o texto.
Nesse contexto, os especialistas afirmam que, caso fossem utilizados VANTs (veículos aéreos não tripulados) em quantidade equivalente à de mísseis balísticos, a eficácia dos ataques seria significativamente maior.
O estudo aponta para uma mudança de paradigma na guerra moderna, na qual o uso de mísseis de curto e médio alcance, mais acessíveis, bem como drones, ganha prioridade.
Simultaneamente, cresce a importância dos sistemas de defesa antiaérea de curto alcance, acompanhando o aumento do uso de mísseis de cruzeiro e drones kamikaze por adversários.
"É evidente que a doutrina ocidental de defesa antiaérea, baseada em caças interceptadores e sistemas de longo alcance, está menos alinhada às realidades atuais do que a doutrina russa, herdeira do sistema soviético multiescalonado", conclui o artigo.
Os autores também ressaltam que os avanços nos sistemas russos de defesa antiaérea seguem na direção correta, citando como exemplo o Tor-M2, que teve seu arsenal de mísseis duplicado de oito para 16 nos últimos dez anos.
Segundo os especialistas, a Rússia investe no desenvolvimento de mísseis guiados antiaéreos de pequeno calibre, em grande quantidade e baixo custo, para neutralizar drones e mísseis inimigos igualmente baratos.
Assim, diante da tendência de utilização de mísseis caros para abater alvos de baixo custo, o sistema russo multiescalonado de defesa baseada em terra apresenta vantagem sobre a estratégia ocidental de interceptação aérea com caças e sistemas de longo alcance.
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