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Lula afirma que Sul Global arca com custos de guerras e mudanças climáticas que não provocou

Presidente defende multilateralismo e critica desigualdade em encontro progressista em Barcelona

Sputinik Brasil 18/04/2026
Lula afirma que Sul Global arca com custos de guerras e mudanças climáticas que não provocou
Lula discursa em Barcelona e destaca impacto das guerras e mudanças climáticas no Sul Global. - Foto: © Foto / Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou neste sábado (18) no encerramento da Mobilização Progressista Global, evento realizado em Barcelona que reuniu lideranças políticas de diversos países em defesa da democracia. Em sua fala, Lula abordou temas como multilateralismo e o papel dos governos progressistas.

"O que faz de nós progressistas é escolher a igualdade. Nosso lema deve estar sempre do lado do povo. Esta luta precisa ser global. De nada adianta manter a casa em ordem em um mundo em desordem. Os senhores da guerra jogam bombas em mulheres e crianças", afirmou o presidente.

Lula destacou que, embora as grandes potências “gastam em armas bilhões de dólares”, esses recursos poderiam ser investidos no combate à fome, na saúde e na transição energética.

“O Sul Global paga a conta de guerras que não provocaram e de mudanças climáticas que não causaram”, ressaltou. O presidente acrescentou que a região é frequentemente tratada como “quintal das grandes potências”, sendo sufocada por tarifas abusivas e dívidas impagáveis.

Durante o discurso, Lula relatou que o mundo vive hoje o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial.

“Hoje nós temos guerra, a invasão do Iraque foi uma mentira. Cadê as armas químicas que o Saddam Hussein tinha? pretexto?", questionou.

Ao comentar sobre o Irã, Lula afirmou que a República Islâmica não possui bomba atômica e defende o fim das mentiras com o objetivo de destruir pessoas.

No campo da política internacional, Lula ressaltou a necessidade de “restituir a reparação da ONU”, que, segundo ele, “foi corroída pela irresponsabilidade dos membros permanentes”. O presidente defendeu a criação de um sistema onde as regras sejam iguais para todos e todos tenham igualdade no Conselho de Segurança, no Banco Mundial, no FMI e na Organização Mundial do Comércio.