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Cuba deve sentir nos próximos dias efeitos de ajuda petrolífera da Rússia, diz presidente

Primeiro carregamento russo, com 100 mil toneladas de petróleo, já foi refinado e distribuído para aliviar crise na ilha.

Sputinik Brasil 17/04/2026
Cuba deve sentir nos próximos dias efeitos de ajuda petrolífera da Rússia, diz presidente
Navio russo entrega petróleo a Cuba para aliviar crise energética, segundo governo local. - Foto: © AP Photo / Ariel Ley Royero

A população cubana começará a sentir nos próximos dias os efeitos do recente envio de petróleo da Rússia, após a distribuição dos derivados obtidos com o refino do combustível. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (17) pelo presidente Miguel Díaz-Canel.

"A partir de hoje ou amanhã, durante alguns dias, já será possível perceber os resultados dessa ajuda russa", declarou o mandatário, referindo-se às cerca de 100 mil toneladas de petróleo enviadas por Moscou para enfrentar a atual crise energética na ilha.

Segundo Díaz-Canel, o carregamento passou por processo de refino antes de ser distribuído, e os efeitos dessa injeção energética devem começar a ser notados nas próximas horas, em meio às dificuldades do sistema nacional.

O presidente destacou que o apoio russo vai além do volume fornecido. Embora o combustível cubra apenas cerca de um terço da demanda mensal do país, a iniciativa abre espaço para que outras nações defendam o direito de fornecer petróleo à ilha.

"É um fato significativo, um gesto de apoio e de solidariedade com Cuba em momentos difíceis, como a Rússia e o povo russo sempre fizeram", afirmou.

Díaz-Canel também ressaltou que a cooperação energética entre os dois países segue ativa e foi discutida recentemente em reuniões da comissão intergovernamental conjunta.

O envio foi concluído em 4 de abril, com a descarga do navio russo Anatoli Kolodkin no porto de Matanzas, transportando cerca de 100 mil toneladas de petróleo como ajuda humanitária.

O cenário ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos, cujo então presidente Donald Trump determinou, em janeiro, a imposição de tarifas sobre importações de países que forneçam petróleo a Cuba.

Segundo Havana, essas medidas agravaram a escassez de combustível no país, afetando a geração de energia elétrica e setores estratégicos como transporte, produção de alimentos, saúde e educação. Díaz-Canel classificou as ações de Washington como um "bloqueio energético" e criticou o que chamou de política "agressiva e criminosa" contra a ilha.

Além da Rússia, países parceiros como China, Brasil e Colômbia enviaram ajuda humanitária à ilha, incluindo alimentos, medicamentos, utensílios domésticos, produtos de higiene, painéis solares, entre outros insumos fundamentais para o funcionamento de hospitais e serviços básicos.