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OCDE reduz previsão de PIB e inflação para o Brasil, mas prevê alta de preços na Argentina
Relatório interino destaca riscos geopolíticos e revisa para baixo o crescimento brasileiro, enquanto projeta inflação elevada na Argentina.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para baixo suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025 e 2026, apontando os riscos decorrentes da guerra no Oriente Médio. O relatório interino de Perspectivas Econômicas Globais, divulgado nesta quinta-feira, 26, também traz estimativas menores para a inflação brasileira em 2026.
De acordo com o documento, o PIB do Brasil deve desacelerar de 2,3% em 2025 para 1,5% em 2026, antes de retomar ritmo e avançar 2,1% em 2027. Esses números representam uma redução em relação ao relatório anterior, de dezembro, que previa aumentos de 1,7% e 2,2%, respectivamente.
Quanto à inflação, a OCDE projeta que o índice brasileiro desacelere de 5% em 2023 para 4,1% em 2024, uma leve queda em relação à estimativa anterior, de 4,2%. Para 2025, a previsão foi mantida em 3,8%.
Para outras regiões da América Latina, as projeções para a Argentina chamam atenção. A OCDE também reduziu as expectativas de crescimento econômico do país, mas elevou de forma significativa a estimativa para a inflação.
Segundo o relatório, o PIB argentino deve desacelerar de 4,4% em 2023 para 2,8% em 2026, com aceleração prevista para 3,5% em 2027 — ante 3% e 3,9% estimados em dezembro. Já a inflação argentina deve saltar 13,7 pontos percentuais em 2024, chegando a 31,3%, antes de recuar para 14,1% em 2025, patamar ainda superior aos 10% previstos anteriormente.
A OCDE não detalhou as razões específicas para as revisões das projeções de cada país. O relatório ressalta, porém, que o aumento dos preços de energia pode contribuir para manter a inflação global elevada.
O documento destaca ainda que o Brasil está entre os países com alta dependência do Oriente Médio na importação de fertilizantes e integra o grupo onde a inflação permanece acima da meta do banco central. Apesar da elevação das projeções para a Argentina, a OCDE prevê uma moderação da inflação até 2027 em economias emergentes como Brasil, México, Indonésia e África do Sul.
Com a esperada moderação da inflação, a tendência é que as taxas de juros sejam reduzidas no Brasil, México, África do Sul e Turquia, segundo a organização.
Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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