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Evolução da IA na segurança exige mais governança e controle nas empresas, afirma especialista
O avanço da inteligência artificial (IA) no videomonitoramento está levando o setor a uma nova fase, em que sistemas deixam de apenas gerar alertas para assumir um papel mais ativo na análise e resposta a eventos. Neste ano, Andrew Burnett, diretor de tecnologia da Milestone Systems, destacou que tecnologias como IA agêntica, gêmeos digitais e wearables com realidade aumentada devem redefinir a segurança eletrônica. Na prática, isso significa a entrada de sistemas capazes de reunir dados multimodais, como vídeo, registros de acesso e sensores, e propor ações em tempo real. Ao mesmo tempo, organizações como o Gartner alertam que a adoção acelerada dessa autonomia amplia superfícies de ataque e exige novos níveis de governança, rastreabilidade e controle sobre agentes autônomos.
Esse movimento acompanha a rápida evolução do mercado de segurança eletrônica, especialmente em regiões como a América Latina, que já apresenta níveis relevantes de adoção de soluções baseadas em inteligência artificial. De acordo com estimativas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), essas regiões respondem por 14% das visitas globais a soluções de IA, em comparação com uma fatia de 11% dos usuários de internet no mundo, indicando uma adoção acima do esperado para a região.
No Brasil, segundo o estudo feito pelo Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), 64% dos líderes acreditam que a inovação, exploração e adoção de Agentes de IA vão continuar aceleradas em 2026, impulsionando investimentos e mudanças estruturais em setores inteiros dentro das empresas. Essa transformação ocorre em um mercado que já avançou na adoção de IA, mas ainda enfrenta desafios de padronização e maturidade operacional.
A combinação entre aumento de investimentos, avanço tecnológico e pressão por eficiência operacional tem acelerado a incorporação dessas ferramentas nas operações do dia a dia. No entanto, essa expansão ocorre de forma desigual, o que evidencia a necessidade de maturidade técnica e padronização para sustentar a próxima etapa de automação. Para Lucas Cinelli, CEO da Octos, plataforma SaaS de inteligência artificial em nuvem voltada para o setor de segurança eletrônica, o avanço da autonomia exige uma base tecnológica sólida para evitar riscos operacionais. “A IA agêntica representa uma evolução inevitável, mas agentes autônomos são tão bons quanto os dados que recebem. Sem uma base confiável, a automação não resolve o problema, ela amplifica erros”, afirma.
No campo operacional, a chegada da IA agêntica representa uma mudança estrutural no modelo de monitoramento. Sistemas deixam de atuar apenas como filtros de eventos para se tornarem mecanismos de decisão, capazes de correlacionar informações, identificar padrões complexos e sugerir respostas com base em contexto. Essa evolução amplia a velocidade e a eficiência das operações, mas também aumenta a dependência da qualidade dos dados que alimentam esses sistemas. A integração de tecnologias como visão computacional, análise preditiva e processamento em tempo real tem sido adotada para reduzir falsos positivos, priorizar eventos críticos e melhorar a tomada de decisão.
No entanto, para o especialista, a eficácia dessas soluções depende diretamente da capacidade de filtrar ruídos e estruturar dados de forma precisa e auditável. De acordo com Lucas, o avanço do setor depende do equilíbrio entre autonomia e controle. “Antes de delegar decisões à inteligência artificial, é preciso garantir que ela está enxergando o ambiente com precisão. O futuro da segurança passa por sistemas mais inteligentes, mas também mais responsáveis, com governança, transparência e humanos no centro das decisões críticas”, conclui.
Sobre a Octos
A Octos é uma plataforma de Inteligência Artificial em nuvem voltada para o setor de segurança eletrônica, que transforma câmeras comuns em sensores inteligentes capazes de identificar, analisar e agir sobre eventos de risco em tempo real. Com tecnologia própria de deep learning, a Octos reconhece padrões, diferencia pessoas de objetos e aprende continuamente com o feedback dos operadores, tornando a operação mais precisa a cada evento. Para saber mais, acesse: https://octos.ai
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