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Hotel se pronuncia após servidora de Alagoas denunciar assédio e perseguição em Brasília
Chefe de gabinete da Secretaria da Mulher foi acuada por homem em corredor de hotel; Polícia Civil de Alagoas e do DF investigam o caso
O hotel Grand Mercure Brasília Eixo Monumental quebrou o silêncio e se manifestou oficialmente após a denúncia de assédio e perseguição feita por Lara Omena, chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Mulher de Alagoas (Semulher). O episódio ocorreu na última quinta-feira (19), enquanto a servidora cumpria agenda oficial na capital federal.
Segundo o relato da vítima, a importunação começou logo após o café da manhã. Um homem desconhecido passou a observá-la insistentemente, chegando a segui-la até o elevador. Acompanhada pela secretária da pasta, Marília Albuquerque, Lara foi perseguida até o andar onde ambas estavam hospedadas.
O momento da abordagem
A situação escalou quando as servidoras chegaram à porta do quarto. O suspeito abordou Lara, solicitando seu número de telefone e insistindo em um contato pessoal. Diante da negativa, o homem teria usado o próprio corpo para impedir o fechamento da porta, tentando forçar a entrada. O confronto só cessou quando a secretária Marília Albuquerque interveio, ameaçando acionar a polícia imediatamente.
Posicionamento do Hotel
Em nota oficial, a administração do Grand Mercure Brasília Eixo Monumental lamentou o ocorrido e afirmou estar colaborando com as autoridades.
"O hotel prestou todo o suporte necessário à hóspede e reforça seu compromisso com a segurança de todos os clientes, repudiando veementemente qualquer forma de assédio ou abuso", diz o comunicado.
A administração informou ainda que utilizou o circuito interno de câmeras para identificar o suspeito, embora sua identidade não tenha sido revelada ao público até o momento.
Investigação em curso
De volta a Maceió, Lara Omena registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher. O caso agora ganha contornos interestaduais: a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) confirmou que já está em contato direto com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para dar celeridade às investigações e identificar o autor.
Em nota de repúdio, a Secretaria da Mulher de Alagoas classificou o episódio como "covarde" e reiterou que qualquer forma de violência contra a mulher é inaceitável, reafirmando a confiança nas instituições de segurança para a devida punição do agressor.
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