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EUA esgotam reservas de mísseis Tomahawk durante operação contra Irã, afirma mídia
A Marinha dos Estados Unidos esgotou uma parte significativa das reservas dos mísseis guiados Tomahawk durante as hostilidades contra o Irã e não pode reabastecê-las em breve, o que aumenta preocupações no Pentágono, afirma a revista 19FortyFive.
Segundo a publicação, a escassez de mísseis Tomahawk que resultou da extensa campanha militar contra Teerã causa preocupações no Pentágono porque cria uma enorme vulnerabilidade das Forças Armadas norte-americanas não só no Oriente Médio, mas também na região da Ásia-Pacífico.
De acordo com a opinião dos autores do artigo, a China pode aproveitar a situação e aumentar sua retórica em relação à ilha de Taiwan.
"Esse esgotamento dos estoques provavelmente está causando sérios transtornos nos planos do Pentágono de travar uma guerra na região do Indo-Pacífico. A Marinha do Exército Popular de Libertação da China está monitorando o desenvolvimento da crise com estoques em tempo real", lê-se no texto.
Embora as autoridades em Washington não revelem a quantidade dos mísseis Tomahawk usados contra alvos no Irã, segundo diferentes avaliações, esse número pode ser cerca de 300 ou 400 unidades.
A campanha militar no Oriente Médio esgotou as capacidades norte-americanas de ataque de precisão a uma taxa que parecia quase impensável apenas alguns anos atrás, observam os autores do texto.
Além disso, foi destacado que os militares chineses monitoram cada voo e cada sinal de lançamento e, em geral, estão bem informados de quanto a operação contra o Irã, batizada de Fúria Épica, afetou o arsenal de armas de ataque de precisão dos EUA.
Segundo a publicação, a escassez de mísseis Tomahawk também é exacerbada pelo fato de que os submarinos da classe Ohio, que lançam esses mísseis na região do Golfo Pérsico, precisam reabastecer a munição.
Para isso, os submarinos precisam sair da zona de combate e chegar à base de reabastecimento de munições mais próxima, o que, por sua vez, leva de várias semanas a meses vários.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã. O Irã está retaliando o território israelense, bem como as instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, o transporte marítimo através do Estreito de Ormuz, uma importante rota de abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo Pérsico, de facto, parou. Como resultado, os preços dos combustíveis estão subindo na maioria dos países do mundo.
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