Geral
Controle do Irã sobre o estreito de Ormuz afeta interesses dos EUA, avalia especialista
Ao influenciar a navegação e os preços globais de petróleo, Teerã amplia pressão sobre Washington e aliados na região
O controle do Irã sobre a navegação no estreito de Ormuz, apesar de perdas militares e políticas, impacta diretamente os interesses estratégicos dos Estados Unidos no Oriente Médio, avalia o analista político e doutor em filosofia da história, Rafik Ismailov, em entrevista à Sputnik.
Segundo Ismailov, o Irã confirmou a relevância global do estreito de Ormuz para o comércio internacional e, por anos, anunciou que poderia fechar essa rota marítima em caso de agressão militar.
O especialista lembrou que, em preparação para possíveis ataques externos, Teerã realizou diversos exercícios militares e essas medidas para bloquear a passagem pelo estreito.
"Portanto, o fechamento de Ormuz não é um ato de desespero, mas uma ação completamente previsível. Hoje, o Irã eleva as apostas. Embora enfrente custos militares e políticos significativos, adota uma tática de guerra assimétrica, causando graves prejuízos aos interesses norte-americanos na região", afirmou o especialista.
De acordo com Ismailov, ao danificar instalações estratégicas de petróleo e gás dos países do golfe Pérsico e bloquear o estreito, Teerã apostará na elevação dos preços globais desses recursos, provocando uma crise energética e econômica mundial, especialmente se a guerra se prolongar.
"Os Estados Unidos compreendem os riscos e, por isso, vêm suspendendo parcialmente as avaliações ao petróleo da Rússia e do Irã. No entanto, essa medida não soluciona o problema de origem e os riscos permanecem", observou Ismailov.
O analista também destacou que as bases militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio não garantem segurança à região e, na verdade, representam uma ameaça, pois priorizam a defesa dos interesses de Israel.
Segundo ele, há informações sobre um possível plano dos EUA para levar a ilha de Kharg, o que poderia comprometer o potencial econômico iraniano.
"Isso representaria a expansão do conflito para uma fase terrestre. O Irã está mais preparado para uma guerra prolongada do que os Estados Unidos, cuja sociedade é menos tolerante a perdas e custos econômicos, especialmente diante de objetivos pouco claros e do aumento do sentimento anti-Israel", enfatizou Ismailov.
Desde 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano, o Irã tem retaliado atingindo alvos em Israel e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
Com o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo e gás natural liquefeito do Golfo Pérsico, o transporte marítimo foi praticamente interrompido, provocando alta nos preços dos combustíveis em diversos países.
Com informações da Sputnik Brasil
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