Geral
Municípios do Rio Grande do Sul começam a restringir serviços por falta de diesel
Escassez de combustível já afeta quase 30% das cidades gaúchas e ameaça transporte escolar e de pacientes
Ao menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades para manter o funcionamento pleno de serviços essenciais devido à falta de diesel. Esse número representa quase 30% dos 497 municípios do Estado.
O dado faz parte de um levantamento realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Até a última quinta-feira, 315 prefeituras haviam respondido à pesquisa.
De acordo com a Famurs, prefeitos gaúchos estão sendo obrigados a priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades dependentes de maquinário já começam a ser suspensas por conta da escassez de combustível.
Adriane Perin de Oliveira, presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, alerta que a situação pode se agravar nos próximos dias se não houver medidas para garantir o abastecimento de diesel.
"Temos o risco de que isso afete o transporte escolar e o transporte de pacientes para outras cidades. Vamos levar esses dados ao governador e reforçar a necessidade de buscarmos alternativas para garantir o pleno funcionamento dos serviços. Precisamos de respostas efetivas, especialmente por parte do governo federal", afirmou.
Risco de desabastecimento
A alta no preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, pressiona o custo do diesel e gera preocupação sobre o risco de desabastecimento em todo o País.
O governo federal anunciou algumas medidas para tentar conter os impactos, mas especialistas do setor avaliam que a implementação precisa ser imediata e pode não ser suficiente diante da gravidade da crise.
Entre as ações, está a Medida Provisória nº 1.344/2026, publicada na quinta-feira (19), que libera crédito extraordinário de R$ 10 bilhões ao Ministério de Minas e Energia. A MP prevê subvenção econômica à comercialização de óleo diesel por produtores e importadores.
Outra medida foi a isenção dos dois impostos federais incidentes sobre o diesel: o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
O Ministério da Fazenda também sugeriu que os Estados zerem o ICMS sobre a importação do diesel, com a União assumindo metade da perda de arrecadação. O objetivo é evitar o desabastecimento causado pela diferença entre os preços do mercado interno e externo.
Até sexta-feira (20), apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), havia sinalizado positivamente para a possibilidade de zerar o ICMS sobre o combustível no Estado.
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