Geral

Estados do Golfo podem sofrer retaliação após ataque dos EUA e Israel ao Irã, alerta Scott Ritter

Ex-oficial de inteligência dos EUA afirma que países como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos podem ser alvo de represálias iranianas após ataques a campos energéticos.

21/03/2026
Estados do Golfo podem sofrer retaliação após ataque dos EUA e Israel ao Irã, alerta Scott Ritter
Scott Ritter alerta para possíveis retaliações iranianas contra países do Golfo após ataques a campos energéticos. - Foto: © AP Photo / Ruhollah Vahdati

Todos os países do golfo Pérsico poderão enfrentar consequências após o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao campo petrolífero iraniano, afirmou o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, em entrevista ao YouTube.

“Sobre o ataque israelense à jazida de gás natural South Pars. [...] Os iranianos sempre falaram abertamente sobre as consequências de suas ações, e até agora não blefaram. Esta é uma sentença de morte para o petróleo da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait, do Bahrein, de qualquer país que desempenhou um papel neste ataque”, declarou Ritter.

O analista também sugeriu que o Irã pode pressionar os Estados do Golfo a se oporem de forma mais ativa aos EUA e a Israel.

“Todos os Estados árabes do golfo Pérsico que participaram disso pagarão um preço extremamente alto. Os iranianos poderiam dar o exemplo a um país e depois dizer aos outros: ‘Vocês têm que fazer isso parar, ou vamos destruir tudo. Num próximo ataque nós destruímos tudo’”, acrescentou o especialista.

Na quarta-feira (18), a estatal Qatar Energy informou que a cidade industrial de Ras Laffan, no norte do Catar, onde se localiza o maior complexo de produção de gás natural liquefeito do país, sofreu graves danos devido a incêndios provocados por um ataque com mísseis.

Anteriormente, autoridades iranianas já haviam alertado sobre possíveis ataques a instalações energéticas no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, em resposta às ofensivas de Israel e dos EUA contra o campo de gás South Pars.

Por Sputnik Brasil