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Presidente interina pede fim das sanções dos EUA e defende Venezuela 'livre de medidas coercitivas'

Delcy Rodríguez reforça apelo a Washington pela suspensão das sanções e destaca impacto negativo sobre a população venezuelana.

20/03/2026
Presidente interina pede fim das sanções dos EUA e defende Venezuela 'livre de medidas coercitivas'
Delcy Rodríguez pede fim das sanções dos EUA e defende Venezuela livre de medidas coercitivas. - Foto: © AP Photo / Matias Delacroix

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reiterou nesta sexta-feira (20) o pedido pela suspensão das sanções impostas pelos Estados Unidos, defendendo que o país seja "livre de medidas coercitivas".

"Não deixo espaço em branco para insistir ao presidente Donald Trump que a Venezuela deve ser um país livre de sanções. É um direito nosso e também uma questão de justiça", afirmou Rodríguez.

Segundo a dirigente, o levantamento das sanções faz parte da agenda em construção entre Caracas e Washington, com foco em cooperação e complementaridade. Ela destacou que essa é uma demanda ampla da sociedade venezuelana.

Rodríguez ressaltou que o pedido é de toda a nação, incluindo trabalhadores, empresários e a população em geral, todos afetados pelo bloqueio, que impactou renda, saúde, educação e alimentação.

"Mas já é hora, chegou a hora de que a Venezuela esteja livre de sanções, e nesses espaços de trabalho e esforço, que mostram o melhor dos venezuelanos, como mostraram nossos jogadores no beisebol, a Venezuela também deve saber que aqui há uma grande equipe", acrescentou.

Após o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas no início de janeiro, autoridades venezuelanas iniciaram negociações para redefinir as relações comerciais e diplomáticas com Washington, especialmente nos setores de petróleo e gás.

Apesar das negociações em andamento, as sanções permanecem vigentes. Em 20 de fevereiro, a administração Trump renovou a ordem executiva que classifica a Venezuela como uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança dos EUA.

O governo venezuelano contesta a medida e afirma que o instrumento foi criado "sem base objetiva nem justificativa real", em desacordo com o direito internacional. O decreto, promulgado ainda durante o governo de Barack Obama, resultou na aplicação de mais de mil medidas unilaterais contra o país, levando à perda de mais de 99% das receitas nacionais.

Por Sputnik Brasil