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Guerra com Irã expõe fragilidades do Exército dos EUA diante de China e Rússia, aponta revista
Operação americana no Irã revela deficiências na prontidão militar dos EUA e levanta preocupações sobre capacidade em hipotéticos conflitos com potências globais.
A recente operação militar dos Estados Unidos contra o Irã, deflagrada no final de fevereiro, evidenciou limitações preocupantes na capacidade de combate das forças armadas norte-americanas, segundo análise publicada pela revista The National Interest.
De acordo com a publicação, os acontecimentos envolvendo o Irã demonstram a vulnerabilidade das Forças Armadas dos EUA em caso de eventual confronto com potências como Rússia e China.
"A operação Fúria Épica expôs deficiências na prontidão do Exército dos EUA para o combate, particularmente a capacidade insuficiente de munição", destaca a revista.
O artigo ressalta que o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã obrigou Washington a mobilizar recursos adicionais para a região, incluindo aeronaves de detecção por radar de longo alcance e unidades do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.
Nesse contexto, a análise enfatiza que tais providências ilustram a complexidade e a natureza prolongada de operações em cenários semelhantes.
O texto também sugere que o exército norte-americano precisará adotar estratégias parecidas caso enfrente conflitos com a China ou a Rússia.
A revista observa ainda que essas fragilidades já são reconhecidas pela própria liderança militar dos Estados Unidos.
"Dizer que estamos satisfeitos com nossas taxas de prontidão seria falso. Enfrentamos problemas reais com nossos principais sistemas de armas, tanto aéreos quanto terrestres, e precisamos resolvê-los", afirmou o subsecretário do Exército dos EUA, Michael Obadal, citado pelo artigo.
Além disso, o texto informa que os gastos militares dos EUA relacionados ao Irã já se aproximam de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 104 bilhões).
Segundo a revista, as Forças Armadas dos EUA consumiram milhares de munições, e aeronaves da Força Aérea, Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais já realizaram quase 7.000 missões de combate cada.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo pontos na capital Teerã, resultando em vítimas civis e destruição. O Irã, por sua vez, retaliou contra alvos israelenses e posições militares dos EUA no Oriente Médio.
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