Geral
Ouro recua 10% na semana em meio a temores de inflação no Oriente Médio
Conflito entre EUA, Israel e Irã eleva preocupações inflacionárias e pressiona preços do ouro e da prata no mercado internacional.
O contrato futuro do ouro encerrou a semana em queda pela terceira sessão consecutiva, refletindo o aumento dos temores inflacionários decorrentes do prolongamento do conflito no Oriente Médio, que segue sem perspectivas de resolução. Investidores também acompanham atentamente as sinalizações sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve (Fed).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril fechou em baixa de 0,67%, cotado a US$ 4.574,9 por onça-troy. A prata para maio recuou 2,18%, a US$ 69,664 por onça-troy. Na semana, as quedas acumuladas foram de 10,64% para o ouro e 14,36% para a prata. Segundo levantamento da Dow Jones Newswires, essa foi a maior queda semanal do ouro desde março de 2020, início da pandemia de covid-19, quando o metal caiu 9,3%.
No 21º dia do conflito envolvendo EUA e Israel contra o Irã, Tel-Aviv realizou novos ataques a Teerã, respeitando a orientação de Washington de não atingir instalações de petróleo e gás. Drones iranianos atingiram uma refinaria no Kuwait, e explosões foram registradas em Dubai. A Rússia manifestou preocupação com a ampliação das áreas atingidas e alertou para o risco de escalada do conflito.
De acordo com o Swissquote Bank, a intensificação da guerra deixa os bancos centrais incertos sobre a resposta adequada de política monetária. O consenso é que o aumento dos preços de energia pressionará a inflação e poderá afetar negativamente o crescimento global. No contexto das decisões de juros, o Banco Central da Rússia reduziu a taxa básica em 50 pontos-base, mas destacou o ambiente externo de incertezas e deterioração econômica mundial.
Nos Estados Unidos, a ferramenta de monitoramento do CME Group indicou que o mercado passou a precificar a possibilidade de alta dos juros pelo Fed ainda este ano, em outubro, com a expectativa de corte adiada para 2027. Uma política monetária mais restritiva tende a pressionar ainda mais os preços do ouro.
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